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Dívida bruta do governo se mantém em 77,5% do PIB em agosto

Em valores nominais, dívida somou R$ 9,620 trilhões; indicador é uma das referências para avaliação, por parte das agências de classificação de risco, da capacidade de solvência do País

30 set 2025 - 10h00
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BRASÍLIA - A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 77,5% de julho (dado revisado) para agosto, informou o Banco Central. Em valores nominais, passou de R$ 9,555 trilhões para R$ 9,620 trilhões.

Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG passou de 89,8% do PIB em julho (dado revisado) para 91,0% no mês passado. O BC começou a divulgar a estatística este ano.

O pico da série da dívida bruta no critério do BC foi alcançado em dezembro de 2020 (87,6%), devido às medidas fiscais adotadas no início da pandemia de covid-19. No melhor momento, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

A DBGG — que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o BC e as empresas estatais — é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

Dívida Bruta do Governo Geral como proporção do PIB permaneceu em 77,5% em agosto, informou o Banco Central
Dívida Bruta do Governo Geral como proporção do PIB permaneceu em 77,5% em agosto, informou o Banco Central
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil / Estadão

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) — que considera as reservas internacionais do Brasil — aumentou de 63,6% do PIB em julho (dado revisado) para 64,2% em agosto. Em reais, atingiu R$ 7,969 trilhões.

O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) apresentou na segunda-feira, 29, seu novo relatório ao projeto que estabelece um teto de 80% para a dívida consolidada da União em relação ao PIB. Uma das principais mudanças é a retirada das operações compromissadas do Banco Central destinadas à política monetária da base de cálculo do limite da dívida.

O texto deve ser lido nesta terça na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O relator afirma que, segundo os novos parâmetros, atualmente, o endividamento da União estaria em 64,05%, ou seja, abaixo do limite proposto por ele.

Setor público

O setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais, à exceção de Petrobras e Eletrobras) tem déficit primário de R$ 61,792 bilhões no acumulado de janeiro a agosto de 2025, segundo o Banco Central. O montante equivale a 0,74% do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado de 2025 é puxado por um déficit primário de R$ 84,618 bilhões nas contas do governo central, o equivalente a 1,01% do PIB. Estados e municípios têm superávit de R$ 31,117 bilhões (0,37% do PIB), e as empresas estatais, déficit de R$ 8,291 bilhões (0,10% do PIB).

Isoladamente, os Estados têm superávit de R$ 26,001 bilhões no acumulado de janeiro a agosto, e os municípios, saldo positivo de R$ 5,117 bilhões.

Em agosto, o setor público consolidado teve déficit primário de R$ 17,255 bilhões, após um saldo negativo de R$ 66,566 bilhões em julho.

O rombo foi menor do que indicava a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de déficit de R$ 19,10 bilhões. Todas as estimativas do mercado eram negativas, de R$ 30,0 bilhões a R$ 13,70 bilhões.

Esse é o resultado mais robusto para meses de agosto desde 2021, quando as contas públicas tiveram superávit primário de R$ 16,729 bilhões. Em agosto de 2024, o déficit foi de R$ 21,425 bilhões.

O governo central (Tesouro Nacional, BC e INSS) teve déficit primário de R$ 15,934 bilhões no mês passado. Estados e municípios tiveram déficit de R$ 1,314 bilhão. As empresas estatais tiveram déficit de R$ 6 milhões.

Isoladamente, os Estados tiveram déficit de R$ 1,261 bilhão, e os municípios, déficit de R$ 54 milhões.

Nos 12 meses encerrados em agosto, o setor público consolidado tem déficit primário de R$ 23,123 bilhões, o equivalente a 0,19% do PIB. O rombo como proporção do PIB diminuiu frente a julho, quando era de 0,22%.

O governo central tem déficit primário de R$ 28,395 bilhões, ou 0,23% do PIB, no acumulado de 12 meses até agosto deste ano. Estados têm superávit de R$ 21,688 bilhões (0,17% do PIB), e municípios, déficit de R$ 7,264 bilhões (0,06% do PIB). Nas empresas estatais, o saldo é negativo em R$ 9,152 bilhões, ou 0,07% do PIB.

Estadão
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