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Disputa entre EUA e China continua no foco dos mercados

Acirramento de disputa derrubou Bolsas em todo o mundo na segunda; no Brasil, investidores acompanham retomada das discussões sobre a reforma da Previdência

6 ago 2019
08h49
atualizado às 08h52
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Após desabarem na segunda-feira, as Bolsas europeias e os mercados futuros de Nova York tentam se recuperar nesta terça-feira, 6, das perdas provocadas pelo acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e China. O efeito do conflito chegou ao Brasil, onde o dólar foi cotado a R$ 3,9561 e o Ibovespa, com queda de 2,51%, chegou a 100.098 pontos na segunda.

Acusação de manipulação cambial e suspensão de compras na China

Na Ásia, o mercado acionário voltou a cair no pregão desta terça, em reação à confirmação de que a China suspenderá a compra de novos produtos agrícolas americanos e após os EUA acusarem Pequim de "manipulador cambial".

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, anunciou que vai se reunir com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para "eliminar a vantagem competitiva injusta criada pelas ações mais recentes da China". "Nos últimos dias, a China tomou medidas concretas para desvalorizar sua moeda", diz o comunicado.

Ata do Copom reforça importância de reformas

Nesta manhã foi divulgada a ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O documento ressaltou que "a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes". "Em particular, o Comitê julga que avanços concretos nessa agenda são fundamentais para consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva", acrescentou a instituição por meio da ata.

Segundo o BC, "o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado". Ao mesmo tempo, o BC afirmou que "a continuidade desse processo é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia".

Na semana passada, o Copom cortou a Selic, a taxa básica de juros do País, de 6,5% para 6% ao ano. Para o mercado, há espaço para nova redução de 0,50 ponto porcentual da taxa já na reunião de setembro.

Retomada das discussões sobre a reforma da Previdência

No foco dos investidores está ainda a retomada das discussões sobre a reforma da Previdência. Os partidos de oposição da Câmara devem decidir nesta terça quais destaques supressivos vão apresentar no segundo turno da reforma. O PSOL deverá repetir um destaque apresentado no primeiro turno sobre abono salarial.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse na segunda que o governo concorda em incluir Estados e municípios nas mudanças previdenciárias por meio de outra Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Segundo ele, a ideia é discutir o assunto paralelamente à tramitação da reforma da Previdência no Senado, em outro texto.

Gás de botijão terá nova política de preços

O mercado processa nesta terça-feira também a decisão da Petrobrás de definir uma nova política de preço para o botijão de gás, o GLP envasado em recipiente de até 13 kg, com valores alinhados aos mercado externo.

Bolsonaro critica governadores do Nordeste

O presidente Jair Bolsonaro assinou lei que antecipa o 13.º salário de aposentados. Em entrevista exclusiva ao Estado, ele disse que os governadores da região Nordeste agem para "dividir o País".

Também na segunda Bolsonaro voltou a defender a nomeação do seu filho Eduardo ao posto de embaixador de Brasil nos Estados Unidos. "Tem que ser filho de alguém, então por que não pode ser o meu?". O presidente participa de evento da indústria automobilística em São Paulo nesta manhã.

Mercados globais tentam se recuperar

No começo da manhã, as Bolsas da Europa mostravam recuperação. Em Frankfurt, o avanço era de 0,67% e em Paris, de 0,88%. Assim como os mercados futuros de Nova York: Dow Jones estava em alta de 0,86%, S&P 500 subia 0,90% e Nasdaq avançava 1,09%.

Na Ásia, a queda foi generalizada nas Bolsas: Tóquio caiu 0,65%, Xangai recuou 1,56% e Seul perdeu 1,51%.

O petróleo se mantém em alta nesta terça. O barril de WTI para setembro subia 0,59%, a US$ 55,01, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o barril de Brent para outubro ganhava 0,45%, a US$ 60,08, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. / Colaborou Fabrício de Castro

Estadão
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