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Desvincular salário mínimo da aposentadoria colocaria idosos em condição desumana, diz Rui Costa

8 jul 2025 - 08h39
(atualizado às 09h52)
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O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse nesta terça-feira que desvincular as aposentadorias do salário mínimo colocaria milhões de idosos em uma condição desumana, já que o salário mínimo serve para garantir o básico de sobrevivência.

Em entrevista à GloboNews, Costa ainda defendeu a necessidade de revisar benefícios dados a vários setores que, em sua avaliação, pagam menos contribuição previdenciária do que deveriam.

"O desvincular significa que o aposentado não receberia mais o salário mínimo pago no mercado de trabalho. O salário mínimo no Brasil está no limite da mínima sobrevivência do ser humano. Não é razoável imaginar que uma pessoa que trabalhou a vida inteira, que contribuiu, chegue numa fase de 60, 70, 80, 90 anos e não tenha o mínimo para comprar seus alimentos, seus remédios", disse.

"Rever isso significa colocar milhares de pessoas idosas em condições desumanas, de não ter o mínimo nem para comer."

Críticos da política fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apontam que a equipe econômica do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem concentrado os esforços de equilíbrio das contas públicas no aumento da arrecadação e cobrado o que avaliam como medidas estruturantes de cortes de gastos.

Entre essas medidas, têm sido levantada uma desvinculação do salário mínimo às aposentadorias, assim como o fim dos pisos constitucionais para desembolsos em saúde e educação, duas propostas frequentemente rechaçadas por Lula e seus auxiliares.

Na entrevista, Costa também fez a avaliação de que as contas públicas têm apresentado uma "melhoria significativa" e disse esperar para breve o início de uma trajetória de queda na taxa básica de juros definida pelo Banco Central para ajudar a aliviar as contas, particularmente o montante gasto com o serviço da dívida.

O ministro rejeitou ainda a possibilidade de revisão da atual meta fiscal do governo, que prevê déficit primário zero neste ano e superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto no ano que vem, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos.

"A meta está garantida, tem compromisso fiscal do presidente da República", assegurou. "Trajetória do déficit é decrescente."

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