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Desemprego até outubro cai para 5,4% e atinge menor taxa da série histórica

Em igual período de 2024, taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,2%; renda média real do trabalhador foi de R$ 3.528 no trimestre

28 nov 2025 - 09h26
(atualizado às 14h50)
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RIO - A taxa de desemprego no País inaugurou novo piso histórico, descendo de 5,6% no trimestre terminado em setembro para 5,4% no trimestre encerrado em outubro. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Acreditamos que o mercado de trabalho continuará forte ao longo dos próximos meses e até o fim de 2026. Nossa projeção é de que a taxa de desemprego termine o ano?próxima a 5,5%, patamar bastante baixo para os padrões históricos do país", previu a economista Claudia Moreno, do C6 Bank, em comentário.

No trimestre encerrado em outubro, a taxa de desocupação retomou a trajetória de queda após manter-se no patamar mais baixo até então, de 5,6%, nos três trimestres móveis anteriores (aqueles terminados em julho, agosto e setembro). O total de pessoas em busca de uma vaga no País somou 5,910 milhões no trimestre até outubro, menor contingente de toda a série histórica. Ao mesmo tempo, a população ocupada alcançou um recorde de 102,555 milhões de pessoas.

Taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em outubro, segundo o IBGE
Taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em outubro, segundo o IBGE
Foto: Márcio Fernandes/Estadão / Estadão

Na passagem do trimestre encerrado em julho para o trimestre terminado em outubro, foram absorvidos mais 118 mil trabalhadores, e 207 mil pessoas deixaram o desemprego. A melhora na taxa de desemprego teve ajuda também de um aumento na inatividade, 425 mil pessoas a mais nessa condição. A população inativa somou 66,060 milhões de indivíduos no trimestre até outubro.

"Toda essa trajetória do indicador está associada, sim, a uma menor procura por trabalho. Em alguns momentos essa menor taxa estava associada a um aumento importante no número de trabalhadores. Mas, nesse trimestre específico, mesmo sem ter uma expansão significativa muito grande da ocupação, ainda assim teve redução da taxa. Isso indica uma manutenção do contingente de trabalhadores em patamar elevado", frisou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.

O nível da ocupação — que mostra a proporção de pessoas trabalhando em relação à população em idade de trabalhar — não avançou, mas se manteve no patamar recorde de 58,8% no trimestre até outubro. Houve avanço no trabalho formal: o total de pessoas com carteira assinada no setor privado totalizou um recorde de 39,182 milhões de trabalhadores, 68 mil vagas a mais em um trimestre.

Apesar das boas notícias, há sinais incipientes de perda de dinamismo, ponderou André Valério, economista sênior do Banco Inter.

"De toda forma, ainda vemos um mercado de trabalho recheado de notícias positivas e não esperamos uma reversão brusca de tendência. Nossa expectativa é de acomodação gradual do mercado de trabalho nos próximos meses e ao longo de 2026. Esperamos uma taxa de desocupação de 5,5% ao final desse ano e de 6,5% em 2026", projetou Valério, em comentário.

A pesquisadora Adriana Beringuy, do IBGE, diz que o ano de 2025 indica um mercado de trabalho com capacidade de manutenção dos ganhos aprofundados em 2024. Devido a uma base de comparação já elevada, a ocupação se expande menos, mas o contingente de ocupados é mantido ou ampliado, disse.

"Essa capacidade de manutenção do mercado de trabalho de 2025 é suficientemente consistente para que a taxa de desocupação mantenha sua trajetória de queda", avaliou Beringuy.

Além da manutenção da ocupação, o mercado de trabalho permanece robusto o suficiente para manter os ganhos de renda dos trabalhadores, acrescentou. O avanço no rendimento e a política de reajuste do salário mínimo ajudam na manutenção do poder aquisitivo da população, proporcionando um estímulo ao consumo, que garante a manutenção de atividades econômicas a despeito dos juros em patamar elevado, disse Beringuy.

A massa de salários em circulação na economia renovou patamar recorde no trimestre encerrado em outubro, totalizando R$ 357,265 bilhões, um aumento de R$ 3,292 bilhões em apenas um trimestre. O rendimento médio real dos trabalhadores também subiu ao ápice da série, para R$ 3.528, R$ 27 a mais no trimestre.

Estadão
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