Diante do aumento das perdas e a quebra de mais bancos, o governo americano resolveu elaborar, ainda em setembro de 2008, um plano de ajuda às instituições financeiras. O pacote de US$ 700 bilhões, delineado pelo Tesouro americano, foi destinado inicialmente para a compra de títulos podres ligados ao subprime, como forma de recuperar o seu valor e estabilizar os mercados. Na esteira de países europeus, o Tesouro americano destinou em seguida US$ 250 bilhões para recapitalizar bancos - medida que foi aceita de início por nove grandes instituições financeiras dos EUA.
Apesar de celebrado, o pacote não gerou estabilidade nas bolsas de valores. Sob pressão do efeito abaixo da expectativa do pacote americano, os líderes dos 15 países da zona do euro decidiram, além de garantir os empréstimos interbancários, recapitalizar os bancos e assegurar que nenhuma instituição financeira quebrasse. Além disso, eles acordaram que as garantias para depósitos particulares deveriam ser de pelo menos 50 mil euros, ressaltando que alguns países garantiriam até 100 mil euros.
O agravamento da crise de crédito teve reflexos nas economias emergentes, que antes eram tidas como "blindadas" contra a crise. Uma das primeiras medidas do Banco Central (BC) brasileiro foi a flexibilização do recolhimento compulsório para depósitos bancários a prazo - apontado pelos bancos como justificativa para o alto spread bancário (diferença entre os juros de captação do dinheiro pelo banco e os que são cobrados a empresas e pessoas físicas). Para manter o nível de consumo, o governo promoveu cortes do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, materiais da construção civil, fogões, geladeiras e máquinas de lavar.
De um modo geral, os principais bancos centrais do mundo reduziram as taxas de juros para incentivar a economia. No Brasil, a taxa básica de juros (Selic) caiu de 13,75% ao ano em janeiro para 8,75% - a menor desde 1999. Na Inglaterra, os juros se mantêm ao menor nível da história, a 0,5% ao ano. Além disso, líderes mundiais concordaram em reforçar a regulação das instituições financeiras, com reforço de capital e supervisão das remunerações e bonificações a executivos.