Um período de forte disponibilidade de recursos (liquidez) no mercado internacional gerou um esgotamento de clientes no segmento de financiamento imobiliário e hipotecas nos Estados Unidos. Com recursos sobrando e poucos consumidores com bom histórico de pagamento disponíveis, os bancos passaram a emprestar dinheiro nestas modalidades a pessoas que tinham menos garantias.
Os problemas para as instituições financeiras começaram no início de 2007, quando foram divulgadas as primeiras perdas com este tipo de negócio, frente às dificuldades para recuperar os empréstimos concedidos e o aumento da inadimplência. Além dos problemas nos bancos, a crise chegou às bolsas de valores já que estas mesmas empresas vendiam papéis atrelados aos ganhos com os empréstimos imobiliários.
No domingo anterior à quebra do Lehman Brothers, o então presidente do Federal Reserve (FED, o banco central americano) de Nova York, Timothy Geithner, atual secretário do Tesouro, reuniu os principais banqueiros do mercado para discutir o destino do banco de investimentos. Sem possíveis compradores, o ex-presidente do FED, Alan Greenspan, sempre muito escutado, declarou que não era preciso proteger todos os grandes bancos.
As negociações terminaram na madrugada da segunda-feira. Imediatamente, o Lehman pediu concordata no tribunal de Nova York. Empregados ainda chocados com a notícia foram à sede do banco, em pleno coração de Manhattan, enfrentando multidões de fotógrafos e jornalistas.