Demanda dos EUA pode compensar taxa sobre equipamentos de energia do Brasil, diz Hitachi
A demanda mais alta dos Estados Unidos por equipamentos elétricos pode compensar o impacto negativo da nova tarifa de 25% imposta sobre as exportações brasileiras desses produtos, avaliou o presidente da fabricante Hitachi Energy para o Brasil nesta quinta-feira.
Transformadores elétricos e outros equipamentos essenciais para projetos de geração, transmissão e distribuição de energia estão na lista dos produtos que passam a ser taxados pelos EUA em 25% a partir de 22 julho, em uma nova investida comercial do governo Donald Trump após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado uma rodada anterior de tarifas globais.
Segundo Glauco Freitas, isso poderá afetar o apetite por novos pedidos para a Hitachi Energy que seriam exportados aos EUA a partir do Brasil, enquanto as encomendas que já estão em carteira estão protegidas por dispositivos contratuais.
Mas o impacto ainda é incerto, ponderou ele, dado que o mercado norte-americano tem apresentado forte demanda por equipamentos ligados ao setor elétrico, em meio à expansão do consumo de energia associada à eletrificação e aos data centers de inteligência artificial.
"Hoje, para os Estados Unidos, em alguns momentos e em alguns casos específicos, eles precisam tanto da máquina para garantir a infraestrutura que o preço não é o principal 'driver' da decisão de compra ou não", disse o executivo, durante evento em São Paulo.
A Hitachi Energy, subsidiária do conglomerado japonês Hitachi, produz transformadores de potência e outros equipamentos essenciais para a operação de redes elétricas e para a transição energética. No Brasil, possui duas fábricas, em Guarulhos (SP) e Blumenau (SC), e está construindo uma terceira, em Pindamonhangaba.
Parte da produção brasileira da Hitachi Energy é direcionada ao mercado interno e parte é exportada, sendo os EUA um dos principais mercados atendidos.
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