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Da produção de etanol à controle da rede Shell: conheça a Raízen, que pediu recuperação extrajudicial

Empresa criada em 2011 busca reestruturar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas

11 mar 2026 - 17h24
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A Raízen foi criada em 2011 como uma joint venture entre a Cosan e a Shell
A Raízen foi criada em 2011 como uma joint venture entre a Cosan e a Shell
Foto: Reuters

A Raízen anunciou nesta quarta-feira, 11, um pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar suas dívidas financeiras. A empresa, que busca reestruturar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas, é uma das maiores empresas do Brasil, com atuação que vai da produção de açúcar e etanol à distribuição de combustíveis.

Criada em 2011 como uma joint venture entre a Cosan e a Shell, combinando as operações de produção de açúcar e etanol da Cosan com a rede de distribuição de combustíveis, a Raízen protagonizou um dos maiores IPOs da história da B3, a bolsa de valores do Brasil.

Em agosto de 2021, a empresa abriu seu capital na B3 com valor de mercado de cerca de R$ 74 bilhões, captando R$ 6,9 bilhões no maior IPO do ano. Agora, cinco anos depois, a Raízen é avaliada em R$ 5,38 bilhões e negocia com credores a sobrevivência de sua estrutura financeira. 

  • Uma Joint Venture consiste em uma união de empresas para formar uma maior

A origem do nome 

O nome Raízen surgiu da junção das palavras “raiz” da cana-de-açúcar e “energia”, em referência à origem da empresa no setor sucroenergético e à atuação no mercado de energia.  Atualmente, a companhia tem mais de 45 mil colaboradores e atua em diferentes frentes do setor. 

Além de produzir açúcar, etanol de primeira e segunda geração, bioeletricidade e biogás, a Raízen é responsável pela distribuição e comercialização da marca Shell no Brasil, Argentina e Paraguai.

A companhia também atua no abastecimento de companhias aéreas e da aviação executiva. No varejo, a empresa administra lojas de conveniência como Shell Select e Shell Café, instaladas em postos de combustíveis. 

Nos últimos anos, a Raízen também ampliou investimentos em projetos ligados à transição energética, incluindo iniciativas de energia solar, produção de biogás e desenvolvimento do etanol de segunda geração (E2G), produzido a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar. 

Segundo dados da própria companhia, a Raízen conta atualmente com cerca de 1,3 milhão de hectares cultivados com cana-de-açúcar,  68 bases de abastecimento em aeroportos e mais de 70 terminais de distribuição de combustíveis, que permitem atender todas as regiões do país.

A Raízen é controlada conjutamente pela Shell e pelo empresário Rubens Ometto (através do grupo Cosan). Com fortuna estimada em US$ 1,5 bilhão, Ometto é o 50º brasileiro mais rico, segundo a Forbes.

Plano de restruturação 

Segundo o fato relevante da ‌companhia, seu plano conta com a adesão expressa de ‌credores signatários titulares ‌de mais de 47% ⁠das dívidas financeiras, percentual que demonstra "apoio relevante aos esforços para viabilizar a reestruturação das obrigações financeiras do grupo".

A Raízen ‌afirmou ainda que terá ‌um prazo ⁠de ⁠90 dias, a contar do processamento da ⁠recuperação ‌extrajudicial, para ‌obter o percentual mínimo necessário à homologação do plano, "assegurando, assim, a vinculação de 100% ⁠dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento a serem definidos".

Fonte: Portal Terra
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