CSN Mineração corta previsão de produção e compras de terceiros em 2026 por alta do frete
Pressionada pela alta dos fretes, a CSN Mineração reduziu em 6 milhões de toneladas sua projeção de produção e compra de minérios de terceiros para 2026, agora estimada entre 39 e 41 milhões de toneladas. A empresa também suspendeu temporariamente a produção de minério de baixa qualidade no complexo de Pires (MG) até que as margens melhorem. Com essas medidas e o menor volume projetado, a mineradora elevou a estimativa de seu custo caixa C1 para 2026, passando para a faixa de US$ 25 a US$ 26 por tonelada.
A CSN Mineração informou nesta terça-feira que decidiu cortar a projeção de produção e compras de minérios de terceiros em 2026 em 6 milhões de toneladas, para um patamar de 39 milhões a 41 milhões de toneladas, citando um cenário de mercado pressionado pela alta do custo do frete.
A companhia, segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil, decidiu ainda reduzir temporariamente as atividades de produção de minério de baixa qualidade da sua planta de beneficiamento a seco do complexo de Pires, em Ouro Preto (MG), de acordo com fato relevante.
"Essa medida pode ser revertida a qualquer momento, sem maiores consequências, mas desde que as condições de mercado garantam margens melhores para esse tipo de minério", disse a companhia.
Em razão do impacto da redução temporária sobre o volume de produção e dos menores volumes de compras de terceiros esperados para os próximos meses, a CSN Mineração disse que mudou a projeção de custo caixa C1 em 2026 de um patamar entre US$22 e US$23,5/tonelada para um patamar entre US$25 e US$26/tonelada.
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