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Dólar cai no Brasil com nova pesquisa eleitoral e exterior no foco

29 set 2026 - 09h11
(atualizado às 09h24)
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Resumo
O dólar abriu em baixa no Brasil nesta terça-feira, caindo 0,48% a R$ 5,2013, influenciado pelo cenário externo e pela nova pesquisa Atlas/Bloomberg, que apontou empate técnico entre Flávio Bolsonaro (47,7%) e Lula (47,6%) no segundo turno. A liderança numérica de Flávio foi bem recebida pelo mercado, que teme a política fiscal de Lula. Além disso, a moeda acompanhou a fraqueza global ante divisas emergentes e os investidores assimilaram a taxa de desemprego de 5,3% divulgada pelo IBGE.

O ‌dólar iniciou esta terça-feira em baixa no Brasil após nova pesquisa eleitoral reforçar o cenário de empate técnico na disputa presidencial, enquanto no exterior a moeda norte-americana também exibia perdas ante outras divisas de países emergentes. 

Os investidores reagem ainda nesta manhã a novos ⁠dados do mercado de trabalho no Brasil, em um dia de ‌agenda econômica carregada. 

Às 9h15, o dólar à vista cedia 0,48%, a R$5,2013 na venda.  

Na B3, o contrato de dólar futuro para outubro -- ‌atualmente o mais líquido no mercado ‌brasileiro -- tinha baixa de 0,47%, aos R$5,2010.

A nova pesquisa Atlas/Bloomberg ⁠mostrou nesta manhã que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está com 47,7% das intenções de voto no segundo turno da disputa pelo Planalto, contra 47,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os ‌dois estão tecnicamente empatados. No levantamento anterior, Flávio tinha 47,4% e ‌Lula somava 47,7%.

No mercado, ⁠Lula ainda ⁠é visto com desconfiança por boa parte dos agentes, que enxergam sua reeleição ⁠como um empecilho para o ‌controle das contas públicas ‌e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias mais favoráveis a Flávio -- como a liderança numérica no segundo turno pela pesquisa Atlas/Bloomberg -- tendem a trazer um viés baixista para o dólar.

Na abertura ⁠da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no país ficou em 5,3% nos três meses até agosto, em linha com a projeção mediana dos economistas ouvidos pela Reuters. ‌Na tarde desta terça-feira o Ministério do Trabalho e Emprego publicará os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) ⁠de agosto.

No exterior, o dólar exibia perdas ante moedas pares do real como o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano, após os ganhos firmes da véspera.

Os rendimentos dos Treasuries também mostram algum alívio depois dos avanços recentes, enquanto o petróleo Brent operava com leve baixa, mantendo-se na faixa dos US$104 o barril.

Às 9h12, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,08%, a 101,270.

O dólar à vista encerrou a sessão de segunda-feira com alta de 0,83% no Brasil, aos R$5,2264.

(Edição de Eduardo Simões e Camila Moreira)

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