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Crescimento econômico da zona do euro desacelera para menor nível em quatro meses em outubro, mostra PMI

4 nov 2026 - 07h38
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Resumo
O crescimento econômico da zona do euro desacelerou em outubro para o menor ritmo em quatro meses, com o PMI Composto caindo a 51,7. O resultado foi puxado pela quase estagnação da demanda, menor confiança empresarial e custos crescentes de energia, que afetaram tanto a indústria quanto os serviços. Apesar das pressões inflacionárias e de uma queda marginal no emprego, a atividade regional permanece em expansão moderada.

A expansão econômica da zona do ‌euro desacelerou acentuadamente mas se manteve resiliente em outubro, uma vez que a demanda chegou perto de estagnar, enquanto o aumento dos custos pressionou as empresas e a confiança atingiu seu nível mais baixo em cinco meses, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira.

O ⁠Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto da zona do euro da ‌S&P Global caiu para 51,7 em outubro, ante 53,1 em setembro, menor leitura em quatro meses e abaixo da preliminar ‌de 51,9. Valores acima de 50,0 indicam ‌crescimento da atividade.

"Os dados da pesquisa do PMI de ⁠outubro indicam que a economia da zona do euro está crescendo a uma taxa respeitável, embora pouco empolgante, de 0,3% no início do quarto trimestre, dando continuidade ao desempenho robusto observado ao longo do terceiro trimestre", disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da ‌S&P Global Market Intelligence.

Os novos pedidos cresceram apenas marginalmente em outubro, uma ‌queda acentuada em ⁠relação aos três ⁠meses anteriores de crescimento mais forte, com a demanda por serviços apresentando ligeira ⁠queda. Os pedidos de exportação ‌aumentaram pelo terceiro mês ‌consecutivo, mas também perderam ritmo. Tanto a produção industrial quanto a dos serviços expandiram a taxas mais lentas, apontando para uma desaceleração generalizada.

O emprego registrou queda marginal. As empresas do ⁠setor de serviços lideraram o declínio, neutralizando parcialmente um ligeiro aumento no número de funcionários nas fábricas.

As pressões de custo se intensificaram, com a inflação dos preços dos insumos atingindo a máxima em cinco meses. As empresas ‌aumentaram seus preços de forma acentuada, embora de maneira um pouco menos agressiva do que em setembro.

"Foram relatadas novas pressões de ⁠alta nos preços em outubro, em grande parte ligadas aos preços mais altos da energia, que estão pressionando os orçamentos dos clientes e desestimulando os gastos", disse Williamson.

O Banco Central Europeu deixou as taxas de juros inalteradas na semana passada, mas economistas consultados pela Reuters no mês passado afirmaram que haverá um novo aumento em dezembro.

A confiança das empresas enfraqueceu pelo terceiro mês consecutivo e permaneceu abaixo de sua média de longo prazo.

O PMI do setor de serviços da zona do euro, que contribui para o índice composto, caiu de 53,0 em setembro para 51,4, mínima de quatro meses.

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