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CPI: Queremos ouvir todos os presidentes do INSS e ministros da Previdência desde Dilma, diz Viana

Relator Alfredo Gaspar diz que prazo de seis meses é bom para detalhar responsáveis por fraudes em descontos de aposentadorias e pensões

20 ago 2025 - 19h21
(atualizado às 20h56)
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BRASÍLIA - O senador Carlos Viana (Podemos-MG), eleito presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) que vai apurar descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), instalada nesta quarta-feira, 20, afirmou que a CPMI quer ouvir todos os presidentes do instituto e todos os ministros da Previdência desde o governo Dilma Rousseff.

Senador Carlos Viana foi eleito como presidente da CPMI do INSS e o deputado Alfredo Gaspar, relator
Senador Carlos Viana foi eleito como presidente da CPMI do INSS e o deputado Alfredo Gaspar, relator
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

As declarações ocorreram na noite desta quarta-feira, 20, em entrevista coletiva de imprensa no Congresso Nacional, horas após Viana ter sido o mais votado pelos integrantes da CPMI para presidir os trabalhos.

Segundo o senador, na próxima quinta-feira pela manhã, o relator Alfredo Gaspar (União-AL) apresentará o plano de trabalhos para votação. No mesmo dia, deve dar início às convocações e convites. Inicialmente, de acordo com o parlamentar, os ministros da Previdência e os presidentes do INSS serão convidados.

"Vamos começar pelos ministros da Previdência desde o governo Dilma. Nós queremos entender esse mecanismo, todas as falhas deles, independentemente do momento", disse.

Viana acrescentou: "Também, desde o governo Dilma, estaremos convidando e, se for necessário, convocando, todos os ex-presidentes do INSS. Nós queremos ouvi-los para entender o que foi feito, como começou e as responsabilidades de cada um".

Viana (Podemos-MG) afirmou que ainda não foi definida a convocação de nomes políticos como o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Nós não estamos aqui definindo nomes específicos, especialmente ligados à questão política. O que nós queremos primeiro é entender a responsabilidade de cada um", disse.

"À medida que nós tivermos definidos com clareza quem está envolvido ou não está envolvido, no que se beneficiou ou não, nós tomaremos a decisão de fazer as convocações", continuou. Viana acrescentou: "Então, hoje é muito prematuro a gente falar em qualquer nome específico".

Perguntado sobre convocar Bolsonaro, Viana disse que, "se colocarem e for aprovado, não vejo problema". O presidente da CPMI afirmou ainda que "a própria Dilma (Rousseff) pode ser convocada".

"Não queremos que a CPMI tome um aspecto de imposição policial. Nós desejamos que haja colaboração. Não há motivo nenhum para que ex-presidentes do INSS não compareçam aqui. Agora, se necessário, nós convocaremos servidores deste atual governo, do governo passado, que seja".

Calendário

O senador afirmou que o colegiado terá dois dias semanais de trabalho, às segundas-feiras, às 15h, e às quintas-feiras, às 9h.

De acordo com o senador, a primeira reunião de trabalho ocorreu já nesta quarta. Segundo ele, excepcionalmente na semana que vem, a CPMI terá reuniões na terça-feira e na quinta-feira.

Além disso, Viana afirmou que a eleição da vice-presidência da CPMI ocorrerá entre duas e três semanas. O senador declarou que haverá uma tentativa de escolha por meio de consenso. Caso não haja acordo, o vice-presidente será eleito pelo voto.

De acordo com o parlamentar, na próxima terça-feira, haverá votação de requerimentos de colaboração de servidores públicos. O horário ainda não foi definido, mas deve ser entre 9h e 10h, disse o congressista.

"Na próxima terça-feira, nós votaremos os primeiros requerimentos para montagem de equipe de apoio, dos servidores que nós buscaremos para dar suporte às investigações. Nós pediremos servidores da CGU, da Polícia Federal, do próprio INSS e todos aqueles que possam colaborar na quebra dos sigilos e no acompanhamento e análise dos dados", disse.

Estadão
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