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Conta de luz sobe o quádruplo do custo da energia em dez anos; entenda

Estudo mostra encargos indo de R$ 33 bi a R$ 140 bi durante o período

2 fev 2024 - 19h05
(atualizado em 2/2/2024 às 09h03)
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Pagamento do encargo setorial na conta de luz tem a finalidade de conceder descontos tarifários a determinados grupos de usuários
Pagamento do encargo setorial na conta de luz tem a finalidade de conceder descontos tarifários a determinados grupos de usuários
Foto: Divulgação/Abradee

A distribuição desordenada de subsídios e custos adicionais está elevando exponencialmente a conta de luz do brasileiro, mostra estudo de diagnóstico sobre itens que compõem a tarifa ao longo dos anos do Fórum das Associações do Setor Elétrico (Fase). A informação é do jornal Folha de S. Paulo. 

Os encargos, pagos pelos consumidores, avançaram 326,5% de 2013 a 2023. Passaram de R$ 32,8 bilhões para R$ 139 bilhões. Isso fez com que a conta de luz para famílias e a maioria das empresas do País aumentasse, na média nacional, 35% no período — quatro vezes mais que o valor da energia, que cresceu 9%.

O pagamento do encargo setorial na conta de luz tem a finalidade de conceder descontos tarifários a determinados grupos de usuários – como pessoas de baixa renda–, custear energia nos sistemas isolados e incentivar fontes de geração, como eólica e solar, além de outros subsídios.

Uma das maiores preocupações do setor, reforçada pelo estudo do Fase, é o encarecimento da tarifa provocado pela CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), onde se consolida boa parte dos encargos. O estudo defende com propostas detalhadas o aprimoramento da gestão e do planejamento setorial.

"A CDE se tornou impagável e causa uma espiral da morte: incentiva o consumidor a sair do ambiente regulado, como quem fica paga uma conta maior, também tenta fugir e, se consegue, deixa a conta maior ainda para quem fica, num movimento sucessivo", afirma Mario Menel, presidente do Fase (Fórum das Associações do Setor Elétrico), à Folha.

Os encargos não são pagos por quem tem autoprodução e micro ou mini geração distribuída, normalmente de painéis solares. O consumidor de baixa renda também é isento. No entanto, o peso recai sobre o  mercado regulado ou cativo, onde famílias e a maioria das empresas recebem uma conta de luz fechada.

Fonte: Redação Terra
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