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Conta de luz: Aneel mantém em agosto bandeira amarela, com custo extra para o consumidor

Patamar já é mantido desde maio deste ano; El Niño no segundo semestre reforça perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano

31 jul 2026 - 18h37
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BRASÍLIA - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira, 31, a bandeira tarifária amarela para o mês de agosto, mantendo o mesmo patamar verificado desde maio de 2026. Nesse nível, os consumidores de energia elétrica continuarão com um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. O anúncio veio de acordo com as previsões do setor.

No fim de maio, houve prognóstico de bandeira vermelha patamar 1, o que corresponde a um custo adicional de R$ 4,463 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, segundo projeções prévias da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Naquele momento, as condições de geração pioraram devido à redução das chuvas em todo o país.

Consumidores continuarão em agosto com um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos
Consumidores continuarão em agosto com um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil / Estadão

De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, tendo em vista as condições favoráveis à geração de energia no País. O fenômeno El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e na redução das chuvas no Norte e no Nordeste do País, reforça a perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) — valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Segundo o diretor de Comercialização da Armor Energia, Fred Menezes, o desempenho do Sul tem funcionado como um fator de equilíbrio para o mercado. "Apesar de não ser suficiente, sozinho, para levar o PLD (preço de liquidação das diferenças) para patamares abaixo de R$ 100 por megawatt-hora, a região ajuda a conter uma alta mais expressiva dos preços quando apresenta boas condições de afluência. Isso ocorre porque o Sul responde rapidamente às variações hidrológicas, tanto em cenários de melhora quanto de piora", disse.

Estadão
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