Conheça o caminho percorrido pela eletricidade até sua casa
Acender a luz é um hábito diário e automático para milhões de pessoas ao redor do mundo. Mas você já pensou como a energia elétrica chega às nossas casas? O Terra foi falar com especialistas para descobrir. Hoje vamos conhecer o caminho percorrido pela energia proveniente das usinas hidrelétricas, a mais comum no Brasil.
Para aproveitar o potencial hidrelétrico de um determinado rio, geralmente interrompe-se seu curso normal por meio de uma barragem que provoca a formação de um lago artificial chamado reservatório. A água que é captada neste local é enviada por condutos metálicos até a Casa de Força, onde ficam as turbinas hidráulicas. Quando a água passa por elas, a potência hidráulica é transformada em potência mecânica e, quando passa pelo gerador, transforma a potência em eletricidade.
Depois disso a energia segue pelas linhas de transmissão, aquelas torres que normalmente vemos perto das rodovias. Como as distâncias percorridas são grandes, é necessário aumentar substancialmente a voltagem para diminuir as perdas energéticas comuns neste processo. Ao chegar nas subestações de distribuição, a energia elétrica tem a tensão reduzida nos transformadores para poder seguir pela rede de distribuição (os postes e fios existentes nas ruas de qualquer cidade).
"Quando se trata de grandes quantidades, a energia é produzida em média tensão, cerca de 13 mil volts, porque os geradores não suportam o processo de geração em baixa tensão. Para o transporte, a tensão da energia é elevada em até 500 mil volts, dependendo da distância a ser percorrida", explica José Ferreira Abdal Neto, diretor de operações de geração de energia da CPFL.
Ao chegar no centro de consumo, a energia tem a tensão rebaixada para cerca de 13 mil volts para poder trafegar pelos postes, onde passam por um novos transformador que reduz a voltagem para os 127 volts ou 220 volts que são utilizados pelos consumidores residenciais.
Cada vez mais, a energia tem sido gerada em usinas distantes do local de consumo final, por isso, o caminho a ser percorrido é longo e as perdas técnicas durante o trajeto são recorrentes. "A perda é inerente ao processo. A energia que sai da usina, para vencer a distância que precisa, vai se perdendo pela transformação em calor e pela resistência dos transformadores. Essas perdas são pagas pelo sistema como um todo, cada participante responde por sua parte", explica Neto.
Economídia
Especial para o Terra