Confiança de serviços do Brasil tem máxima em 8 meses em janeiro com avanço de expectativas, mostra FGV
A confiança do setor de serviços do Brasil aumentou em janeiro e atingiu o nível mais alto em oito meses, uma vez que as expectativas para os próximos meses melhoraram, mostraram os dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
No mês, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 0,6 ponto, para 90,9 pontos, marcando o maior nível desde maio de 2025 (91,8 pontos).
"A melhora gradual da confiança confirma a resposta favorável do setor ao cenário macroeconômico desafiador. Ainda que o mercado de trabalho e o controle da inflação se apresentem como fatores econômicos positivos, é cedo para esperar grandes avanços da atividade no curto prazo em virtude da restrição da política monetária", avaliou Stéfano Pacini, economista do FGV
IBRE.
O Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, subiu 4,2 pontos e foi a 90,3 em janeiro, resultado mais forte desde dezembro de 2024 (91,3 pontos).
"Após um momento favorável no final do ano passado, o empresário inicia o ano mais otimista quanto ao futuro dos negócios, com destaque para o segmento de Serviços de Transporte", disse Pacini.
Já o Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, caiu 2,9 pontos, para 91,7 pontos.
Na véspera, o Banco Central manteve a taxa básica de juros em 15%, nível restritivo com o objetivo de controlar a inflação. No entanto, a autoridade monetária indicou que pode iniciar um ciclo de corte de juros em março, mas enfatizou que manterá "a restrição adequada" para levar a inflação à meta de 3%.