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Como a Alea, de casas de madeira pré-fabricadas, virou ponto de discórdia entre acionistas da Tenda

Grupo de investidores passou a cobrar o conselho de administração para dar um basta na queima de caixa e na série de prejuízos da Alea; Tenda nega que irá fechar subsidiária

6 mai 2026 - 10h46
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A Tenda reiterou a crença no sucesso da Alea — sua divisão de casas de madeira pré-fabricadas — apesar das duras críticas feitas recentemente por um grupo de acionistas da empresa.

Um grupo de investidores composto por gestoras de recursos como AZ Quest, Ibiuna, Kinea, Vinci, entre outras, passou a cobrar o conselho de administração da Tenda para dar um basta na queima de caixa e na série de prejuízos da Alea. Caso contrário, sugeriram que a subsidiária seja descontinuada.

A informação foi revelada pelo Neofeed e confirmada pelo Estadão/Broadcast. A direção chegou a ser ironizada por comparar os problemas da Alea às dificuldades enfrentadas pelo bilionário Elon Musk para erguer a Tesla.

Na prática, o grupo avalia que os problemas da Alea seguram a alta da ação da Tenda. Além disso, entendem que a Alea tem um modelo de negócios muito diferente da Tenda, baseada na construção tradicional nos canteiros e, portanto, deveria ser separada.

"Não consideramos descontinuar a Alea", ressaltou o diretor financeiro e de relações com investidores da Tenda, Luiz Maurício de Garcia, ao ser questionado sobre o tema. "O conselho e a diretoria acreditam que Alea tem potencial para ser geradora de valor."

A Alea teve estouros de custos e precisou reorganizar os canteiros por causa das dificuldades em gerir as equipes de mão de obra em um número elevado de empreendimentos ao mesmo tempo. Como resposta, enxugou os lançamentos, cortou o número de regiões para sua atuação, e passou a empregar trabalhadores próprios em vez de empreiteiros. Consequentemente, o ponto de equilíbrio (breakeven) no fluxo de caixa da Alea foi revisto de 2025 para até 2027.

Alea teve estouros de custos e precisou reorganizar canteiros
Alea teve estouros de custos e precisou reorganizar canteiros
Foto: Divulgação/Tenda / Estadão

"O plano segue exatamente com o ajuste de rota já anunciado", disse Garcia, descartando também outros ajustes no plano de negócios. "Tiveram percalços no passado, mas há sinais claros de uma melhora gradativa", afirmou, citando que a Alea será uma empresa capaz de produzir moradias populares de qualidade, a um custo baixo e com retorno para os acionistas.

No primeiro trimestre deste ano, a Alea reportou queima de caixa de R$ 14,9 milhões, uma redução de 55,3% em relação ao visto no início do ano passado. Se esse nível se mantiver nos próximos trimestres, a subsidiária ficará no piso inferior da meta de queima prevista para o ano inteiro, que vai de R$ 60 milhões a R$ 80 milhões. "Trabalhamos bastante para reduzir o consumo, e isso já aconteceu. Esperamos que fique dentro do guidance desta vez."

Estadão
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