Possível fim do conflito no Oriente Médio anima mercados globais
Sinalização ganhou força após informações do jornal Axios
No cenário internacional, o clima de alívio das tensões no Oriente Médio se estende nesta quarta-feira (6) e o Estreito de Ormuz volta ao centro das atenções após Donald Trump anunciar a suspensão da “Operação Liberdade”, que envolvia a escolta de navios na região, reforçando a percepção de descompressão no conflito.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), registrou alta de 0,62% na sessão desta terça-feira (5), encerrando o dia aos 186.753,82 pontos. O movimento foi impulsionado pela declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou o aumento dos combustíveis como “um preço pequeno” diante do conflito. Trump também reiterou a pressão por um acordo com Teerã, sinalizando disposição para avançar nas negociações.
No câmbio, o dólar fechou em queda de 1,12% frente ao real, cotado a R$ 4,91. Assim como no Ibovespa, o movimento foi atribuído às declarações dos EUA interpretadas pelo mercado como um reforço para a continuidade do cessar-fogo com o Irã.
No cenário internacional, o clima de alívio das tensões no Oriente Médio se estende nesta quarta-feira (6) e o Estreito de Ormuz volta ao centro das atenções após Donald Trump anunciar a suspensão da “Operação Liberdade”, que envolvia a escolta de navios na região, reforçando a percepção de descompressão no conflito.
A sinalização ganha força diante das informações do jornal Axios, divulgado nesta manhã, sobre EUA e Irã estarem próximos de um acordo capaz de encerrar a guerra. Washington aguarda, nas próximas 48 horas, uma resposta de Teerã sobre pontos-chave relacionados ao programa nuclear.
Como reflexo, os preços dos contratos de petróleo desabam para mínimas de duas semanas, após relatório da Axios informar que EUA e Irã estão próximos de chegar a um acordo para encerrar a guerra. O Brent/junho despenca 8,12%, cotado a US$ 100,95, enquanto o WTI/junho acentua a queda para 9,34%, a US$ 92,72.
No Brasil, a evolução desse cenário segue no radar do Banco Central e dos investidores, sobretudo pelos impactos potenciais sobre a inflação. O choque de energia permanece como principal vetor de risco, com reflexos diretos nas expectativas de preços e, consequentemente, na condução da política monetária.
Após a ata do Copom adotar um tom mais cauteloso, a leitura predominante no mercado continua sendo de manutenção do ritmo de flexibilização.
Entre os destaques do setor corporativo, o GPA concluiu renegociação de dívida com apoio de 57% dos credores, com redução estimada de mais de R$ 2 bilhões no endividamento.
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