CEO da Paramount pede ao diretor da CNN que permaneça no cargo após acordo com Warner Bros, diz fonte
Após a Justiça dos EUA autorizar a compra da Warner Bros Discovery pela Paramount por US$ 110 bilhões, o CEO David Ellison negocia a permanência de Mark Thompson na liderança da CNN. A fusão unirá a emissora à CBS News, mas Thompson exige garantias de independência editorial para assinar o novo contrato. O acordo judicial prevê a criação de um Conselho Editorial Independente para assegurar a autonomia jornalística das redes, enquanto os termos de cooperação entre elas ainda são definidos.
O presidente-executivo da Paramount , David Ellison, pediu ao presidente-executivo da CNN, Mark Thompson, que permanecesse no comando da rede de notícias a cabo após a aquisição da Warner Bros Discovery , disse uma fonte familiarizada com o assunto à Reuters nesta quinta-feira.
Os dois mantiveram conversas nas últimas semanas sobre um novo contrato que manteria Thompson no cargo, mas ainda não chegaram a um acordo sobre os termos, disse a fonte.
De acordo com a fonte, a independência editorial é uma prioridade para Thompson, que deseja garantias de que manterá amplo controle sobre o jornalismo da CNN.
Segundo a fonte, os executivos da Paramount ainda estão decidindo como a CNN e a CBS News trabalharão juntas após a fusão. A editora-chefe da CBS News, Bari Weiss, não deverá manter nenhum envolvimento com a CNN depois da conclusão do negócio, acrescentou a fonte.
A Paramount se recusou a comentar e a Warner Bros Discovery não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.
O Wall Street Journal foi o primeiro a noticiar o fato.
Na quarta-feira, um juiz norte-americano emitiu uma ordem permitindo que a Paramount conclua a aquisição da Warner Bros Discovery por US$110 bilhões, encerrando um impasse que durava meses. O acordo unirá a CNN e a CBS News sob o mesmo proprietário.
A ordem judicial aprovou um acordo firmado em 21 de setembro com um grupo de 12 estados liderado pela Califórnia, que havia entrado com uma ação judicial para bloquear a fusão, argumentando que ela criaria uma gigante da mídia capaz de aumentar os preços de filmes e programas de TV.
Nos termos do acordo, a empresa resultante da fusão deverá criar um Conselho Editorial Independente de Notícias para salvaguardar a autonomia editorial e os padrões de reportagem baseados em fatos na CBS News e na CNN.
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