Ações europeias fecham na mínima em três meses com bancos sob pressão de alta nos rendimentos dos títulos
As ações europeias fecharam na mínima em três meses, com o índice STOXX 600 caindo 1,3% e o setor bancário despencando 3,7%. O movimento foi impulsionado pela disparada nos rendimentos dos títulos públicos globais, reflexo dos temores de inflação persistente e taxas de juros elevadas por mais tempo. Bolsas de Londres, Paris e Frankfurt registraram perdas acentuadas, com investidores apreensivos diante de restrições fiscais, altos custos de energia e impactos do aperto monetário na economia.
As ações europeias iniciaram o último trimestre do ano em tom negativo nesta quinta-feira, com os grandes bancos registrando quedas acentuadas depois que os rendimentos dos títulos públicos globais atingiram máximas de vários anos.
O índice pan-europeu STOXX 600 fechou com queda de 1,3%, maior recuo diário em três semanas. Ele atingiu o nível mais baixo em mais de três meses.
A maioria dos subsetores europeus registrou perdas. Os bancos tiveram a maior queda diária desde 3 de março, com recuo de 3,7%. Os bancos britânicos HSBC e Barclays caíram 4,1% cada, e o Lloyds perdeu 4,5%, conforme aumentavam os temores sobre as finanças do Reino Unido antes do orçamento deste mês.
Os rendimentos dos títulos globais dispararam nas últimas semanas com os investidores vendendo a dívida governamental, enquanto os custos crescentes da energia alimentavam preocupações com a inflação e o boom da IA reforçava as perspectivas econômicas, consolidando as apostas de que as taxas de juros poderiam permanecer mais altas por mais tempo.
Taxas persistentemente altas elevam os custos de financiamento para empresas e mutuários de hipotecas, ao mesmo tempo em que aumentam os encargos com juros dos governos.
O rendimento dos títulos públicos alemães de 10 anos, referência da zona do euro, recuou 5,9 pontos-base após atingir 3,6526% nesta semana, seu nível mais alto desde junho de 2009.
Enquanto isso, o rendimento dos títulos públicos franceses de 10 anos saltou para seu nível mais alto desde 2002 antes da apresentação pelo governo do projeto de lei orçamentária para 2027, que incluiu medidas impopulares de austeridade.
As perspectivas para as ações continuam intimamente ligadas à trajetória das taxas de juros, com os investidores avaliando se os custos mais altos de financiamento e os preços elevados da energia superarão os sinais de resiliência da economia da zona do euro.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,68%, a 10.428,27 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 1,03%, a 24.939,35 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,62%, a 7.835,31 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 2,21%, a 50.237,86 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 2,17%, a 19.005,30 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,97%, a 9.476,60 pontos.
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