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Pix por aproximação deixa de ter limite máximo de R$ 500 por transação

Recurso permite a operação aproximando o celular da maquininha de pagamentos, sem a necessidade de digitar a chave do destinatário ou ler um QR Code

1 out 2026 - 14h45
(atualizado às 14h46)
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Resumo
O Banco Central eliminou o teto de R$ 500 por transação no Pix por aproximação, permitindo pagamentos de maior valor apenas encostando o celular na maquininha. A mudança busca alinhar a modalidade ao uso tradicional, dando mais autonomia ao usuário, que agora pode ajustar seus próprios limites nos canais de sua instituição financeira. Apesar do fim da trava específica, as operações continuam sujeitas às regras e limites gerais de segurança do ecossistema Pix, como as restrições no período noturno.

BRASÍLIA - O Pix por aproximação deixa de ter, a partir desta quinta-feira, 1º, limite de R$ 500 por transação. A medida foi anunciada pelo Banco Central em junho. O Pix por aproximação permite a realização de pagamentos aproximando o celular da maquininha de pagamentos, sem a necessidade de digitar a chave do destinatário ou ler um QR Code.

As transferências por aproximação podem ser iniciadas dentro ou fora dos aplicativos das instituições, usando, nesse caso, as carteiras digitais.

"Ao permitir que o usuário ajuste o limite do Pix por aproximação dentro dos canais da sua instituição, a nova regra torna a experiência mais aderente às necessidades do dia a dia, sem perder de vista os mecanismos de segurança já incorporados ao ecossistema do Pix", afirmou o chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do BC, Breno Lobo, na época em que a medida foi anunciada.

Na ocasião, o BC afirmou, em nota, que a mudança torna o Pix por aproximação ainda mais parecido com a experiência já conhecida por quem usa chave ou QR Code. "Com a retirada do limite específico, os usuários poderão fazer transações de valor mais elevado, respeitados os limites definidos pelo usuário, por meio do Pix por aproximação, que é uma experiência com menos fricção do que as demais formas de iniciação", disse a autoridade monetária.

Embora o limite específico da modalidade deixe de valer, ela segue submetida aos limites gerais do Pix. Hoje, os valores máximos permitidos dependem do tipo de operação e do perfil de risco e de comportamento do usuário.

Em operações convencionais de transferência e compra, por exemplo, as instituições precisam definir, para pessoas físicas, limites máximos por período. No período noturno, no caso de transferências destinadas a pessoas físicas, o limite para operações padrão é de R$ 1 mil, exceto em casos de autorização expressa do usuário.

Estadão
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