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Cenário externo e político limitam alta do Ibovespa, mas Petrobras dá amparo

18 out 2019
11h29
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Em meio a sinais mistos da economia chinesa, à expectativa de aprovação do Brexit no fim de semana e enquanto monitora a crise política no Brasil, o investidor da B3 adota uma postura cautelosa. Neste sentido, o Ibovespa iniciou o dia em leve alta e segue alternando o movimento com leve baixa esta manhã, perto da estabilidade. Mesmo interrompendo ontem uma série de seis altas consecutivas, o índice conseguiu manter os 105 mil pontos, marca que não era vista desde o fechamento do dia 27 de setembro (105.077,63 pontos).

Apesar da queda de 0,39% na véspera, aos 105.015,77 pontos, o Ibovespa ainda acumula valorização de 1,14% na semana. Ás 10h55, tinha valorização de 0,18%, aos 105.200,13 pontos, após perder pontualmente os 105 mil pontos.

A despeito dos fatores que podem inibir ganhos na Bolsa hoje, a produção recorde de petróleo da Petrobras no terceiro trimestre, divulgada ontem à noite, pode ser um dos atrativos de compra na B3.

De julho a setembro, a produção da estatal atingiu 1,367 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no pré-sal, crescimento de 40,2% na comparação anual e de 17% ante o trimestre imediatamente anterior. O avanço foi impulsionado com a entrada de novas plataformas no pré-sal.

Após cair reagindo ao Produto Interno Bruto (PIB) chinês, o petróleo no exterior passou a subir, o que também tende a ser um outro argumento para elevação das ações da Petrobras. O PIB da China teve alta de 6% no terceiro trimestre, o crescimento mais fraco em 27 anos, num momento em que tenta superar uma prolongada rixa comercial com os Estados Unidos. No entanto, a produção industrial de setembro subiu 5,8% na comparação anual e as vendas no varejo avançaram 7,8% em setembro ante igual mês do ano passado.

"Entendemos que há sinais mais favoráveis vindos dos dados mais recentes. Os estímulos, moderados, porém ainda presentes, e uma possível trégua das tensões com os EUA, devem garantir estabilidade, ao redor de 6,0% China", estima os economistas do Bradesco em nota.

Internamente, um operador acrescenta que, além de Petrobras, o investidor está atento a Banco do Brasil, ao referir-se à oferta subsequente (follow on) de Banco do Brasil, que foi precificada em R$ 44,05, desconto de menos de 2% em relação ao fechamento de ontem. Tanto as ações do BB (1,78%) quanto as de Petrobras sobem na faixa de 1,00%. Vale ON também sobe em torno de 1,00%.

Além da atenção no corporativo, o profissional reafirma que o ruído político provocado pela crise no PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, ainda que não esteja tendo força para mexer consideravelmente na Bolsa, pode afugentar mais o investidor estrangeiro. "Também pode ter reflexos na agenda de reformas, pois acaba por elevar ainda mais a insegurança em relação ao Brasil", pontua. "O único fato importante agora é o leilão da cessão onerosa no mês que vem e que pode dar algum ânimo para a Bolsa", afirma.

Por aqui, o investidor ainda acompanha as palavras do presidente do Banco Central (BC), durante entrevista em Washington, e participação em eventos do Fundo Monetário Internacional (FMI). Além disso, ocorre a convenção nacional do PSL nesta sexta-feira, em Brasília, para confirmar a nova composição do Diretório Nacional da legenda, e que também será monitorada.

Estadão
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