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Maia: 'CCJ tinha de ir madrugada toda para votar Previdência'

Presidente da Câmara quer que reforma seja votada até esta quarta-feira; comissão pretende adiar votação para a semana que vem

16 abr 2019
11h47
atualizado às 12h49
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Apesar da sinalização dos próprios governistas de que a admissibilidade da reforma da Previdência será votada na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), insiste que o colegiado trabalhe para encerrar os trabalhos nesta quarta-feira, 17. "Minha opinião é que CCJ tinha de ir madrugada toda para votar amanhã", disse nesta terça-feira, 16. "Não acho razoável deixar de votar amanhã. O debate do mérito deve começar na próxima semana."

Para ele, o parlamento não pode deixar de sinalizar para sociedade que Estado quebra sem Previdência. Ele comentou sobre o desempenho da CCJ de segunda-feira e criticou o acordo fechado pelo colegiado que permitiu que todos os deputados interessados pudessem debater.

 Maia, durante seminário em Brasília 8/4/2019 REUTERS/Adriano Machado
Maia, durante seminário em Brasília 8/4/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Com isso, a sessão desta terça começou com 130 inscritos. "Não faz sentindo ter mais de 100 inscritos. Acordo razoável era que 30 ou 40 pudessem falar. Um acordo para todos falarem é algo que inviabiliza", disse. "A responsabilidade é de todos e há sempre um limite para se obstruir."

Maia ressaltou que não tem autonomia sobre a CCJ, mas disse que ia se reunir com líderes ainda nesta terça para conversar e pedir que o debate no colegiado se estenda pela madrugada para que a votação aconteça amanhã.

Ele afirmou que, se for preciso, não vai abrir votação no plenário da Câmara para deixar o debate na CCJ acontecer. Pelo regimento, quando a ordem do dia é iniciada no plenário, as comissões precisam encerrar seus trabalhos.

Sobre segunda-feira, ele criticou a falta de base do governo e disse entender a dificuldade do presidente do colegiado, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), devido a essa lacuna. No entanto, apesar do atraso, ele não vê prejuízo ao calendário da reforma.

Ele comentou ainda que acredita que já está consolidada a retirada do BPC e da aposentadoria rural da reforma, mas que isso não deve acontecer na CCJ, que seria um precedente ruim para o parlamento. "Mérito é na comissão especial."

Estadão
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