Casas Bahia vê risco em inadimplência e adota rigor na concessão de crédito
A Casas Bahia avalia com cautela cenário de alta inadimplência no país e vem adotando uma postura mais rigorosa e conservadora na concessão de crédito, afirmaram executivos da companhia.
"Nossa assertividade de prever inadimplência é alta. Estamos aprimorando nossos modelos para a piora do cenário macroeconômico. Vamos ter uma postura conservadora", Renato Franklin, presidente-executivo da Casas Bahia, durante conferência de resultados da companhia nesta quinta-feira.
A carteira ativa de crédito da companhia no primeiro trimestre foi de R$6,3 bilhões, ante R$6,1 bilhões no mesmo período de 2025, segundo o balanço trimestral. A taxa de inadimplência de 90 dias atingiu 8,8% ante os 8,5% registrado no primeiro trimestre do ano anterior. A companhia reportou prejuízo líquido de R$1,06 bilhão de janeiro a março.
Mesmo avaliando o contexto macro como desafiador, a empresa não enxerga necessidade de um movimento estrutural mais forte no seu parque de lojas.
"Temos disciplina grande em avaliar a rentabilidade de cada loja. Temos sim algumas lojas onde risco da margem de continuação se tornar negativa é iminente. Estamos atentos", disse Franklin.
"A dinâmica do cenário macro interfere na viabilidade de algumas dessas lojas. Se cenário melhora, rentabilidade melhora também", completou.
(Edição Alberto Alerigi Jr.)
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