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Camex aprova prorrogação de imposto de exportação de petróleo

27 ago 2026 - 21h13
(atualizado às 22h11)
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Resumo
A Camex prorrogou por 60 dias o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, mas uma liminar da Justiça Federal suspendeu a taxa, gerando incerteza e um embate judicial com petrolíferas como Petrobras, Shell e Equinor. Criado pelo governo Lula para subsidiar combustíveis frente à alta internacional de preços, o tributo gerou quase R$ 5 bilhões pagos pela Petrobras no segundo trimestre, enquanto o setor busca na Justiça a manutenção da suspensão da cobrança.

A Câmara de ‌Comércio Exterior (Camex) aprovou nesta quinta-feira a prorrogação, por mais 60 dias, do imposto sobre a exportação de petróleo no Brasil, segundo nota publicada pelo órgão, no mesmo ⁠dia em que a Justiça concedeu uma ‌liminar contra a taxa.

As medidas conflitantes tornam incerto o futuro do imposto ‌de 12%, que está ‌sendo contestado pelas petrolíferas, e configuram ⁠uma potencial batalha judicial entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as produtoras de petróleo.

A Justiça Federal decidiu mais cedo suspender a taxa, ‌de acordo com uma decisão vista pela ‌Reuters.

O imposto ⁠foi introduzido ⁠no início deste ano como parte de um ⁠pacote de ‌medidas adotadas pelo ‌governo Lula para proteger os consumidores da alta dos preços do petróleo, consequência da guerra entre Estados Unidos e ⁠Israel contra o Irã e do fechamento do Estreito de Ormuz.

Na época, o governo argumentou que a receita obtida com o imposto ‌ajudaria a financiar subsídios aos combustíveis, incluindo diesel, gasolina, querosene de aviação e ⁠gás de cozinha.

O imposto impactou a estatal brasileira Petrobras , que pagou ao governo cerca de R$4,9 bilhões em impostos de exportação durante o segundo trimestre, conforme demonstraram documentos regulatórios.

A suspensão do imposto também poderia beneficiar outras grandes produtoras de petróleo que operam no Brasil, incluindo Shell, Equinor e TotalEnergies.

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