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Brasil tem superávit comercial de US$7,1 bilhões em julho, mas vendas para os EUA caem

6 ago 2026 - 15h03
(atualizado às 16h13)
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A balança comercial brasileira registrou superávit de ‌US$7,067 bilhões em julho, abaixo do esperado pelo mercado e com retração das vendas para os Estados Unidos, apontou nesta quinta-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho é fruto de US$34,119 bilhões em exportações, uma alta de 6,2% na comparação com julho do ano passado, e US$27,052 bilhões em importações, ⁠elevação de 7,6%.

O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, que previa em ‌pesquisa da Reuters um saldo positivo de US$8,4 bilhões, mas ficou 1,0% acima do dado observado em julho de 2025, um superávit de US$7,0 bilhões.

Nas ‌exportações, foi registrada alta de 10,8% no preço ‌médio dos produtos, o que compensou um recuo de 4,3% no volume ⁠exportado. Do lado das importações, a elevação dos preços foi ainda mais forte, de 12,1%, com uma queda mais modesta, de 3,2%, no volume.

No mês, houve aumento das exportações em todos os setores, com destaque para uma alta de 10,8% na indústria extrativa, seguida de crescimentos de 9,3% na agropecuária e de ‌2,4% na indústria de transformação.

Entre os destaques estão os embarques de soja, que cresceram ‌17,4% no período, óleos ⁠brutos de petróleo, com ⁠alta de 23,8%, e óleos combustíveis de petróleo, com crescimento de 63%. Também houve ganhos ⁠nas vendas de celulose, carnes de ‌aves e farelo de soja.

Em ‌meio às novas tarifas dos Estados Unidos sobre o Brasil, com início da aplicação ao longo do mês de julho, o país norte-americano seguiu perdendo participação nas exportações brasileiras. Os EUA tiveram em julho uma fatia de ⁠10,7% das vendas do Brasil, contra 11,9% um ano antes.

No mês, as exportações do Brasil para os EUA caíram 5% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, ponderou que a queda ‌nas vendas para os EUA em julho ainda não tem relação direta com as novas tarifas, que passaram a valer com efetividade apenas nos últimos ⁠dias do mês.

"É possível afirmar que o movimento de julho ainda não sofreu esse impacto diretamente", disse.

Ele acrescentou que houve queda nas exportações aos EUA de produtos que receberam tratamento diferenciado e não são tarifados pelo governo do país norte-americano, como aeronaves, ferro-gusa, café e suco de frutas, o que indica que a queda nas vendas está relacionada a movimentos de mercado, sem relação com a política tarifária.

Do lado das importações, houve crescimento mais intenso nas compras de combustíveis (+37,0%), com altas também em bens de consumo (+13,0%), bens de capital (+9,4%) e bens intermediários (+1,3%).

Nos primeiros sete meses do ano, o país acumulou um superávit comercial de US$49,039 bilhões, acima do saldo positivo de US$37,184 bilhões do mesmo período de 2025.

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