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Brasil se recusa à intimidação dos EUA e reafirma compromisso com democracia, diz Nobel de Economia

Segundo o economista Joseph Stiglitz, 'Trump minou a democracia e o estado de direito nos EUA — talvez de forma irreparável. Ele não deve ter permissão para fazer o mesmo em outros lugares'

29 jul 2025 - 16h26
(atualizado às 16h31)
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O economista Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia, afirmou que o Brasil se recusou a se submeter à intimidação dos Estados Unidos, após o presidente americano, Donald Trump, anunciar uma alíquota tarifária de 50% para importações brasileiras, em artigo assinado para o Project Syndicate.

Segundo o especialista, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, "defendeu a soberania de seu País não apenas no domínio do comércio, mas também na regulamentação de plataformas tecnológicas controladas pelos EUA".

"O Brasil escolheu reafirmar seu compromisso com o Estado de direito e a democracia", escreveu o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz
"O Brasil escolheu reafirmar seu compromisso com o Estado de direito e a democracia", escreveu o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

"Sob a liderança de Lula, o Brasil escolheu reafirmar seu compromisso com o Estado de direito e a democracia, mesmo quando a América parece estar renunciando à sua própria Constituição", escreveu.

Stiglitz mencionou que é esperado que outros líderes de países grandes e pequenos demonstrem bravura semelhante à brasileira diante da "intimidação" dos EUA.

"Trump minou a democracia e o estado de direito nos EUA — talvez de forma irreparável. Ele não deve ter permissão para fazer o mesmo em outros lugares", argumentou.

Estadão
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