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Brasil rural

Mesmo na safra baixa, setor cafeeiro tem alta produção

27 jun 2013
07h19
atualizado às 07h19
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<p>Safra 2013/14 deve chegar a 48,59 milhões de sacas</p>
Safra 2013/14 deve chegar a 48,59 milhões de sacas
Foto: Shutterstock

Conforme previsão divulgada em maio pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2013/14 das variedades arábica e robusta deve ser de 48,59 milhões de sacas (60 kg) do produto beneficiado. O montante fica 4,4% (ou 2,23 milhões de sacas) abaixo da safra anterior. 

Mesmo reduzida, a produção é um bom resultado para uma safra baixa. Em períodos anteriores, a safra alta chegou a alcançar quase 20 milhões de sacas a mais do que a baixa.

De acordo com o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Alberto Paixão Lages, a explicação para o bom resultado reside principalmente na maior mecanização da cafeicultura. Além dela, contribuem para o cenário a demanda do mercado, investimentos em irrigação e manejo e a gestão eficiente da atividade no País.

A percepção do secretário foi reforçada, recentemente, pela 16ª Expocafé, feira realizada no sul de Minas Gerais. O evento teve 133 estandes e 21 dinâmicas de campo com inovações para a modernização das lavouras cafeeiras, destinadas a pequenos, médios e grandes produtores de café.

Na feira, a mecanização nas lavouras pôde ser conferida em derriçadeiras, atomizadores, pulverizadores, colheitadeiras e recolhedoras, entre outras máquinas e implementos agrícolas. O destaque ficou para uma descascadora e despolpadora de café que utiliza cinco vezes menos água no processo. Conforme técnicos, o investimento na máquina se paga já com a colheita de apenas 53 hectares.

Custo de produção

O custo é, justamente, um dos argumentos utilizados por produtores para mecanizar a atividade cafeeira. Pesquisa realizada na Universidade Federal de Lavras (UFLA), apresentada durante o Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, concluiu que o sistema mecanizado tem o menor custo de produção, com redução de 23,8% em relação ao sistema manual e de 6,9% se comparado com o sistema semimecanizado.

Atualmente, a UFLA desenvolve estudos acerca das inovações tecnológicas no setor cafeeiro. Durante a Expocafé, pesquisadores da universidade apresentaram uma colhedora elétrica que ainda está em fase de estudos em incubadora. A perspectiva é que o equipamento tenha menor custo para aquisição e também para manutenção.

Durante o 4º Simpósio de Mecanização da Lavoura Cafeeira, evento paralelo à 16ª Expocafé, o professor do Departamento de Engenharia da UFLA, Fabio Moreira da Silva, destacou as mudanças no processo de plantio. Silva entende que a evolução tecnológica pela qual passa a cadeia cafeeira não se restringe à colheita, etapa de custos mais elevados, mas também identifica mudanças nos processos de plantio, cultivo, tratamento fitossanitário, poda e adubação.

Segundo ele, estas são operações em que a mecanização vem avançando sobre um cenário crescente de demanda, na qual o cafeicultor assume não apenas o papel de produtor rural, mas também o de gestor de operações agrícolas.

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