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Braga será relator do Orçamento de 2027, que precisará de ajustes para acomodar promessas de Lula

Segundo a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), a intenção é votar o texto em 17 de dezembro

3 nov 2026 - 16h11
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Resumo
O senador Eduardo Braga (MDB-AM) foi indicado como relator do Orçamento de 2027, cuja votação é prioridade do governo Lula e está prevista para 17 de dezembro. A proposta exigirá ajustes de ao menos R$ 39,8 bilhões para cumprir promessas eleitorais, incluindo o reajuste de 15,04% do Bolsa Família. A equipe econômica planeja remanejar recursos internos para viabilizar os gastos sem elevar o total de despesas previsto, mantendo a meta de resultado primário intacta.

BRASÍLIA - O líder do MDB do Senado, Eduardo Braga (AM), será o relator do Orçamento para 2027. A confirmação foi feita após indicação do Senado. Agora, caberá à Comissão Mista de Orçamento (CMO) estabelecer um cronograma para tramitação da peça.

Segundo a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), a intenção é votar o texto em 17 de dezembro. A aprovação ainda neste ano é considerada uma das prioridades da gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O líder do MDB do Senado, Eduardo Braga (AM), será o relator do Orçamento para 2027.
O líder do MDB do Senado, Eduardo Braga (AM), será o relator do Orçamento para 2027.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil / Estadão

A equipe econômica aguardava a designação do relator para enviar mensagem modificativa da proposta para o Congresso Nacional.

O plano do governo é remanejar recursos dentro do próprio Orçamento, sem aumento do volume total de despesas previsto na peça orçamentária, para acomodar o reajuste do Bolsa Família em 15,04%, anunciado em setembro pela gestão Lula.

Em outubro, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o reajuste é residual e a meta de resultado primário (saldo entre receitas e despesas, sem contar os juros da dívida) se manterá intacta.

Como mostrou o Estadão, as novas medidas e promessas anunciadas pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha eleitoral vão exigir ajustes de ao menos R$ 39,8 bilhões no Orçamento de 2027.

Estadão
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