Bovespa cai 1,24% com Petrobras e noticiário local negativo
Dados ruins sobre emprego e arrecadação impactaram o desempenho das ações que fazem parte do Ibovespa
A Bovespa fechou a quinta-feira em queda, com o declínio das ações da Petrobras entre as maiores pressões negativas, em sessão com dados negativos de arrecadação e emprego no Brasil e piora nos pregões em Wall Street por preocupações com a Grécia.
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O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, caiu 1,24%, a 53.175 pontos. O volume financeiro somou R$ 6,5 bilhões.
O Ibovespa tocou a mínima do dia por volta do meio-dia, de 52.879 pontos, após a Folha de S.Paulo noticiar em seu seu site que um habeas corpus preventivo foi impetrado pedindo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não seja preso na operação Lava Jato.
À tarde, a 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, que concentra as ações sobre o caso, informou que Lula não é investigado pela Lava Jato, que apura um esquema de bilionário de corrupção na Petrobras.
A pauta macroeconômica local endossou o tom pessimista, com a arrecadação de impostos caindo em maio para o pior resultado em cinco anos, enquanto a taxa de desemprego subiu para a máxima em cinco anos.
O Tesouro Nacional ainda informou que o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) registrou déficit primário de R$ 8,051 bilhões em maio.
Também pressionaram as aprovações na Câmara dos Deputados ligadas ao projeto de lei que reverte desonerações da folha de pagamentos e a ampliação das regras de reajuste do salário mínimo aos aposentados.
Wall Street abandonou ganhos iniciais por números norte-americanos e diante da ausência de progressos na questão grega, apesar da alta de papéis de saúde. O S&P 500 caiu 0,3%.
Destaques
A Petrobras caiu mais de 4%, após notícia de que a estatal pediu a um tribunal federal norte-americano que dispense uma ação coletiva de investidores acerca do escândalo bilionário de corrupção na companhia, o que deve ser decidido dentro de duas semanas. Os papéis seguem sob pressão e bastante voláteis por expectativas ligadas à divulgação do Plano de Negócios 2015-2019, que deve ser discutido pelo Conselho de Administração da estatal na sexta-feira, segundo fontes com conhecimento do assunto.
A Vale encerrou com queda de mais de 3%nas preferenciais, na esteira do declínio dos preços à vista do minério de ferro nos no porto chinês de Tianjin, enquanto os preços do vergalhão de aço recuaram na China para a mínima desde o lançamento dos contratos em 2009.
A Usiminas e CSN figuraram entre as maiores quedas, com declínios de 3,64% e de 3,58%, respectivamente, também sofrendo com o recuo nos preços de minério e cenário adverso para o setor siderúrgico. A Gerdau cedeu apenas 0,4%, com agentes financeiros repercutindo ainda notícia da Agência Estado de que o grupo suspenderá por cinco meses o contrato de trabalho na usina de aços especiais de Charqueadas, no Rio Grande do Sul.
A Cemig caiu 4,15%, ainda repercutindo negativamente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na véspera de que a estatal mineira de energia não tem direito a renovar o contrato da hidrelétrica de Jaguara por mais 20 anos.
A MRV Engenharia resistiu ao viés negativo e subiu 2,21%, após o Valor Econômico noticiar que governo federal deve apresentar no próximo dia 30 uma proposta ao setor de construção civil para regularizar os atrasos nos pagamentos das obras do programa Minha Casa, Minha Vida. Ainda de acordo com a reportagem, o lançamento da terceira etapa do programa habitacional deve ocorrer em agosto. A Direcional Engenharia, fora do Ibovespa mas que também reage a desdobramentos do Minha Casa, Minha Vida, subiu 3,45%.
A TIM Participações e a Telefônica Brasil avançaram 1,53% e 0,86%, respectivamente, em meio a expectativas sobre fusões e aquisições no setor de telecomunicações, que ganharam força após o grupo francês Vivendi anunciar na quarta-feira que se tornou a maior acionista na Telecom Italia, dona da TIM. Nesta quinta-feira, questionado se a Vivendi pressionaria a Telecom Italia para sair do Brasil, o presidente-executivo da companhia, Arnaud de Puyfontaine, disse que estava "aberto e muito flexível". OI cedeu 0,64%
A Daycoval, que não faz parte do Ibovespa, disparou quase 20%, após o banco informar na véspera que seus acionistas controladores pretendem fazer oferta pública de aquisição (OPA) de ações para saída do nível 2 da BM&FBovespa e posterior cancelamento de registro de companhia aberta.
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