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Bolsonaro diz que não quer nova CPMF, mas admite conversa

Presidente disse que se imposto diminuir a burocracia, está 'disposto a conversar', mas afirmou que não pretende recriar a CPMF

22 ago 2019
09h44
atualizado às 10h29
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BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta quinta-feira, 22, que vai conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a possibilidade de criar um imposto federal sobre transações financeiras - nos moldes da extinta CPMF. Bolsonaro sinalizou que a medida teria que servir como forma de compensação.

"Vou ouvir a opinião dele. Se desburocratizar muita coisa, diminuir esse cipoal de impostos, a burocracia enorme, eu estou disposto a conversar. Não pretendo, falei que não pretendo recriar a CPMF", disse Bolsonaro em conversa com jornalistas na saída do Palácio da Alvorada.

Nesta quarta-feira, 21, Guedes afirmou que se o tributo nos moldes da CPMF for "pequenininho, não machuca". Segundo Bolsonaro, o ministro deixou claro que é a sociedade que deve tomar a decisão sobre o imposto.

"Ele (Guedes) que falou. Ele pode falar 'vou colocar 0,10% na CPMF e em consequência acabo com tais e tais impostos", declarou. O presidente reclamou que evita falar com a imprensa sobre determinados assuntos para não ouvir que houve recuo de sua parte. Na quarta, Bolsonaro voltou a negar a possibilidade do seu governo patrocinar uma nova CPMF.

Como mostrou o Estado na nesta quinta, a Contribuição Social sobre Transações e Pagamentos (CSTP), como foi batizado o novo imposto, deverá ter uma alíquota mais baixa, de 0,22%. A ideia é criar uma "conta investimento" para isentar a cobrança da nova contribuição de aplicações na Bolsa, renda fixa e poupança, entre outras.

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Estadão
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