Braskem tem queda em vendas de resinas e principais químicos no Brasil no 4º tri
A Braskem fechou o quarto trimestre com queda nas vendas de resinas e principais químicos no Brasil sobre um ano antes, segundo relatório operacional divulgado nesta sexta-feira, que traz também queda na taxa de utilização das centrais petroquímicas da companhia no país.
Enquanto as vendas de resinas recuaram 8% na comparação anual, para 743 mil toneladas, principais químicos sofreram recuo de 13%, a 595 mil toneladas.
A companhia apurou ainda queda de 3% nos spreads - a diferença entre o preço de venda do produto final e o custo da matéria-prima - de principais químicos e de 15% no caso das resinas.
A taxa de utilização de eteno da companhia no Brasil encerrou dezembro em 59% ante 70% no final de 2024.
"Apesar da priorização das vendas de maior valor agregado, a taxa de utilização das centrais petroquímicas foi menor em relação ao terceiro trimestre em função, principalmente, da parada programada para manutenção na central petroquímica da Bahia", afirmou a Braskem. No terceiro trimestre, a taxa de utilização no Brasil foi de 65%.
No Estados Unidos e Europa, a taxa de utilização das instalações da Braskem foi de 71% no trimestre passado ante 67% um ano antes.
As vendas nessas duas regiões subiram 7%, para 479 mil toneladas. Mas o spread recuou 10%, a US$347 por tonelada.
Já no México, a Braskem teve um crescimento de 14% nas vendas, para 221 mil toneladas, enquanto a taxa de utilização foi de 92% ante 77% no quarto trimestre de 2024.
Mas, no México, os spreads desabaram 20% no período, para US$625 por tonelada.