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Bolsa: saiba quando vale investir via ações ou em fundos

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Investir em ações comprando papéis diretamente ou aplicando dinheiro em um fundo de investimento são maneiras diferentes de apostas em empresas que têm papeis listados na bolsa, mas cada modalidade pode ser melhor usada dependendo do montante inicial e objetivo de investimento.

Quando se aplica diretamente em compra de ações, o investidor tem como intermediário a corretora, que cobra até três taxas fixas: corretagem (uma na compra e uma na venda de ações, em média de R$ 15 cada), custódia (uma vez por mês, em média de R$ 10) e emolumentos (de 0,0345% sobre valor total investido).

Para investir via fundos é preciso pagar uma porcentagem referente à taxa de administração da gestora do fundo - algum banco ou instituição financeira. Esse percentual incide sobre o valor total investido, não importa o quanto. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros (Anbima), em fevereiro, a taxa média cobrada pelas instituições para administrar os fundos foi de 2,13%.

Alguns fundos cobram também uma taxa de performance sobre os ganhos de capital, caso a rentabilidade do fundo supere seu benchmark.

Via fundos há também uma tributação de 15% retida na fonte pela Receita Federal em cima do ganho de capital obtido no momento do resgate da cota.

Já comprando ações, para vendas de ações de até R$ 20 mil no mês, não se paga tributos.

Para o consultor da corretora TOV Pedro Alceu, o fundo de investimento é melhor indicado para dois perfis: o pequeno investidor que quer custos mais diluídos e o grande investidor que não tem tempo de acompanhar as oscilações do mercado e os resultados das empresas.

"O pequeno investidor já sai perdendo operando direto na bolsa (compra de ações). Ele tem que ganhar no mês o suficiente para pagar pelo menos a taxa de custódia, por exemplo, que dependendo da corretora já tira 1% do investimento por mês", afirma. De acordo com ele, melhor que o fundo para o pequeno investidor é o clube de investimento, que reúne as principais características do fundo em uma configuração mais "amigável".

Fabiano Pessanha, gerente comercial da corretora Geração Futuro, acredita que, independente do valor disponível para o investimento inicial, a medida que o investidor deve ter ao optar por uma das modalidades está no conhecimento que possui sobre o mercado. "Não é só a ferramenta que importa, mas sim se o investidor está preparado", diz.

Apesar de a porta de entrada habitual para o investidor aprendiz no mercado de ações ser a bolsa de valores - ao invés de outras rendas variáveis, como derivativos, ouro, câmbio ou fundos e clubes de investimento -, Pessanha vê um equívoco nessa tradição. "O mercado de renda variável não é uma aposta, é uma estratégia. Não existe (rendimento) a curto prazo (na bolsa), e muitos acabam se frustrando achando que ficarão ricos da noite para o dia", afirma, recomendando usar o conhecimento que os fundos têm do mercado para criar familiaridade com a renda variável.

Para o consultor da Geração Futuro Daniel de Moraes começar a investir direto em ações pode ser prejudicial para o investidor, mas lucrativo para a corretora.

Investimento direto é mais vantajoso para grandes quantias

Vamos supor que um investidor tenha R$ 15 mil para aplicar. Se destinar esse montante a ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) por intermédio de uma corretora, terá que desembolsar, em média, R$ 30 de corretagem, R$ 120 de custódia de ações (R$ 10 por mês) e R$ 6,9 em emolumentos.

Se tiver um ganho de 10% sobre o total investido ao final de um ano, portanto de R$ 1,5 mil, terá que calcular o lucro subtraindo R$ 156,90. Na venda, como o total da operação não passou de R$ 20 mil, ele ficará isento de ter Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), obtendo um lucro de R$ 1.343,1.

Já operando este mesmo montante via fundo, a rentabilidade será menor. Sem considerar taxa de performance, o investidor terá que pagar taxa de administração, de 2,5%, por exemplo (R$ 375 por ano), mais a tributação de 15% referente ao IR (R$ 225) se também apurar um lucro de 10% no fim do ano. Assim, ele terá obtido, ao todo, R$ 900.

Fundo é mais vantajoso para investimento baixo

Vamos tomar como exemplo agora um investimento inicial mais baixo, de R$ 1 mil. Diretamente aplicado na bolsa, o investidor teria que subtrair R$ 30 de corretagem (R$ 15 na compra e R$ 15 na venda), R$ 120 de custódia (R$ 10 por mês) e R$ 0,345 dos R$ 100 de lucro, caso tenha a mesma rentabilidade de 10% do exemplo anterior, no resgate, ficando isento de recolher imposto. Ao todo, teria um prejuízo de cerca de R$ 50.

Já por meio de fundo, o mesmo investimento renderia mais. Com custo de administração de R$ 25 ao ano e a tributação de IR de 15% sobre um ganho de 10% (R$ 15), o investidor teria obtido ao fim do ano R$ 82,92.

Fonte: Terra
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