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Boeing faz provisão de US$4,9 bi ligada aos jatos 737 MAX

18 jul 2019 - 18h31
(atualizado às 18h46)
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A Boeing disse nesta quinta-feira que fará uma provisão de 4,9 bilhões de dólares no segundo trimestre ligada aos efeitos da manutenção em solo dos jatos 737 MAX, após acidentes fatais.

Diversas unidades do 737 MAX estacionadas em área da Boeing em Seattle, Washington (EUA) 
01/07/2019
REUTERS/Lindsey Wasson
Diversas unidades do 737 MAX estacionadas em área da Boeing em Seattle, Washington (EUA) 01/07/2019 REUTERS/Lindsey Wasson
Foto: Reuters

A provisão resulta da redução de 5,6 bilhões de dólares na receita e nos lucros antes dos impostos no trimestre, disse a fabricante em comunicado menos de uma semana antes da planejada divulgação de resultados financeiros, em 24 de julho.

A Boeing está enfrentando uma das piores crises de sua história, já que seu jato mais vendido, o 737 MAX, continua parado após quedas na Etiópia e na Indonésia, que juntas mataram 346 pessoas em cinco meses. A fabricante enfrenta uma crise de reputação e o custo de por os aviões de volta no ar.

"Estamos tomando as medidas apropriadas para administrar nossa liquidez e aumentar nossa flexibilidade de balanço da melhor maneira possível enquanto estamos trabalhando com esses desafios", disse o diretor financeiro da Boeing, Greg Smith.

A Boeing também disse que os custos estimados para a produção de sua principal aeronave de corredor único aumentaram em 1,7 bilhão de dólares no trimestre, impulsionados principalmente pelos custos mais altos de uma redução maior do que a esperada em sua taxa de produção de aeronaves.

A Boeing reduziu o número de aviões de corredor único produzidos mensalmente na região de Seattle de 52 para 42, após o segundo acidente na Etiópia, e suspendeu as entregas das aeronaves a companhias aéreas.

Quando divulgou os resultados do primeiro trimestre em abril, a Boeing abandonou a meta financeira de 2019, suspendeu as recompras de ações e disse que a baixa da produção devido à parada dos aviões já tinha custado pelo menos 1 bilhão de dólares.

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