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Bitcoin: por que decisão da China fez cair preço da criptomoeda

Banco Central da China implementou última de uma série de ações para eliminar uso de criptomoedas no comércio local; anúncio gerou grande perda para bitcoin.

25 set 2021 13h00
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Banco Central da China anunciou que todas as transações de criptomoedas são consideradas ilegais no país
Banco Central da China anunciou que todas as transações de criptomoedas são consideradas ilegais no país
Foto: Reuters / BBC News Brasil

O Banco Central da China anunciou na sexta-feira (24/9) que todas as transações de criptomoedas são consideradas ilegais no país, incluindo o popular bitcoin.

"As atividades comerciais relacionadas com a moeda virtual são atividades financeiras ilegais", disse a instituição, alertando que elas "põem seriamente em risco a segurança dos bens das pessoas".

A China é um dos maiores mercados de criptomoedas do mundo. As flutuações ali geralmente afetam o preço global dessas moedas virtuais.

Após o anúncio, o preço do Bitcoin caiu mais de US$ 2 mil (R$ 11 mil).

A proibição na China é a mais recente de uma série de ofensivas contra o que Pequim vê como um investimento especulativo e volátil, na melhor das hipóteses, e lavagem de dinheiro, na pior.

Movimentos de Pequim

A negociação de criptomoedas foi oficialmente proibida na China desde 2019. No entanto, ela continuou a ser feita online por meio de transações no exterior.

Em maio, as autoridades financeiras alertaram os compradores que eles poderiam perder dinheiro e, no mês seguinte, bancos e plataformas de pagamento receberam notificações para evitar transações de criptomoedas.

Mas o anúncio de sexta-feira é a indicação mais clara de que a China quer fechar ao cerco ao comércio de criptomoedas em todas as suas formas.

A declaração deixa claro que os envolvidos em "atividades financeiras ilegais" estão cometendo um crime e serão processados.

E sites estrangeiros que fornecem esses serviços online para cidadãos chineses também são considerados ilegais.

Migração de mineração

A tecnologia no núcleo de muitas criptomoedas, incluindo o bitcoin, é baseada em milhares de computadores distribuídos ao redor do planeta que verificam e controlam as transações em um livro-razão conhecido como "blockchain".

Novas "moedas" são distribuídas aleatoriamente como recompensas para aqueles que se engajam em um trabalho conhecido como "mineração" criptográfica.

Há muito tempo, a China, com seus custos de eletricidade relativamente baixos e hardware de computador mais barato, é um dos principais centros de mineração do mundo.

Mas a repressão do gigante asiático às criptomoedas já atingiu a indústria de "mineração".

Pequim proibiu o comércio de computadores de alta capacidade para uso nessa atividade.

O efeito é claro: enquanto em setembro de 2019, 75% do uso de energia do Bitcoin no mundo estava concentrado na China, em abril deste ano, essa taxa havia caído para 46%.

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