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BCE aumenta compra de títulos e ajuda a bancos para enfrentar nova recessão na zona do euro

10 dez 2020 - 10h09
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O Banco Central Europeu afrouxou a política monetária mais uma vez nesta quinta-feira para ajudar a economia da zona do euro a lidar com a segunda onda da pandemia de coronavírus, que deve levar o bloco a uma nova recessão neste trimestre.

Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt, REUTERS/Kai Pfaffenbach
Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt, REUTERS/Kai Pfaffenbach
Foto: Reuters

O BCE aumentou o tamanho geral de seu Programa de Compras Emergenciais de Pandemia em 500 bilhões de euros, a 1,85 trilhão de euros, e prorrogou o esquema em 9 meses, até março de 2022, com o objetivo de manter os custos de empréstimo corporativo e do governo em mínimas recordes.

"A incerteza permanece elevada, incluindo em relação à dinâmica da pandemia e momento da distribuição da vacina", disse o BCE em comunicado.

"Também continuaremos a monitorar os acontecimentos na taxa de câmbio com relação às possíveis implicações para o cenário de médio prazo da inflação.

O banco também prorrogou o período em que os bancos terão uma taxa de desconto em suas Operações Direcionadas de Refinanciamento de Longo Prazo (TLTRO) em um ano, até junho de 2022.

A ação não deve surpreender já que o BCE tem deixado claro há semanas que mais afrouxamento estava no caminho e que as compras de títulos junto com instrumentos de liquidez para bancos formariam a base de qualquer resposta.

O banco ainda deixou inalteradas as taxas de juros em mínimas recordes, embora tenha mantido a antiga promessa de reduzi-las mais se necessário.

A taxa de depósito do BCE está em -0,5%, enquanto a principal taxa de refinanciamento permanece em 0%.

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