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Banco Mundial vê risco inflacionário "significativo" vindo de elevados preços de energia

21 out 2021 11h36
| atualizado às 11h54
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Os preços da energia devem ter apenas leve alta em 2022, depois de saltarem mais de 80% em 2021, alimentando riscos significativos de curto prazo para a inflação global em muitos países em desenvolvimento, informou nesta quinta-feira o Banco Mundial em seu último relatório Commodity Markets Outlook (cenário para o mercado de commodities).

Cabos de energia elétrica são vistos perto de uma usina Energias de Portugal (EDP) nos arredores do Carregado, Portugal.
16/05/2018
REUTERS/Rafael Marchante/File Photo
Cabos de energia elétrica são vistos perto de uma usina Energias de Portugal (EDP) nos arredores do Carregado, Portugal. 16/05/2018 REUTERS/Rafael Marchante/File Photo
Foto: Reuters

O banco multilateral de desenvolvimento disse que os preços da energia devem começar a cair no segundo semestre de 2022 à medida que as restrições de oferta diminuem, com os preços fora energia, como os de agricultura e metais, também diminuindo após fortes ganhos em 2021.

"O salto nos preços da energia apresenta riscos significativos de curto prazo para a inflação global e, se sustentado, também pode pesar no crescimento dos países importadores de energia", disse Ayhan Kose, economista-chefe e diretor do Grupo de Perspectivas do Banco Mundial, que produz o Commodity Markets Outlook.

"A forte recuperação dos preços das commodities está se revelando mais pronunciada do que o projetado anteriormente. A volatilidade recente dos preços pode complicar as escolhas políticas, uma vez que países se recuperam da recessão global do ano passado."

O banco observou que alguns preços de commodities subiram ou ultrapassaram em 2021 níveis vistos pela última vez uma década atrás.

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