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BB mexe na alta cúpula e faz rodízio em vice-presidentes

Mudanças fazem parte de uma estratégia de mais agressividade do Banco do Brasil

4 jul 2018 - 04h03
(atualizado às 07h53)
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O Banco do Brasil anunciou nesta terça-feira, 03, um "rodízio" em algumas de suas vice-presidências e também no comando do seu fundo de pensão, a Previ. As indicações ocorrem a um semestre do fim da gestão atual, de Paulo Caffarelli, que pode ser substituída após as próximas eleições presidenciais.

O Estadão/Broadcast apurou que as mudanças fazem parte de uma estratégia de mais agressividade do BB. Os indicados, cujos nomes ainda terão de ser ratificados pelo conselho de administração, vão concluir o mandato no triênio 2016/2019.

O atual presidente da Previ, Gueitiro Genso, deve voltar para o BB, do qual é funcionário há 33 anos, para tocar a vice-presidência de distribuição de varejo e de gestão de pessoas, no lugar de Walter Malieni. Este, por sua vez, será indicado para assumir a vice-presidência de negócios de atacado do banco.

Pessoas passam em frente de agência do Banco do Brasil no Rio de Janeiro
Pessoas passam em frente de agência do Banco do Brasil no Rio de Janeiro
Foto: Pilar Olivares / Reuters

O atual responsável pelo atacado, Antonio Maurano, deixa a alta cúpula do BB para assumir a presidência da holding de seguros do banco, a BB Seguridade, no lugar de José Maurício Coelho - este executivo passa a comandar a Previ.

Também houve mudança na presidência de serviços, infraestrutura e operações. Carlos Vasconcelos Araújo decidiu tocar um novo projeto e, em seu lugar, será promovido João Rabelo Júnior, que ocupava o cargo de diretor de governo do BB e tem 34 anos de banco.

Vale

As mudanças na alta cúpula do BB não terão impacto na mineradora Vale. Segundo a Previ, Genso deixará a presidência da fundação, mas ficará na presidência do conselho de administração da mineradora. Seu mandato vai até 2019.

No mercado de previdência complementar fechada, a expectativa é que a troca de comando da Previ não impacte no apoio do maior fundo de pensão do País a pleitos como a abertura de espaço para captação de novos participantes.

Genso defendia ainda a abertura dos fundos de pensão para captação de poupança previdenciária de familiares dos atuais participantes do sistema. O tema aguarda decisão do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) há mais de dois anos.

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Estadão
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