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Lucro da Axia soma R$13,7 bi no 4° tri, impulsionado por reconhecimento fiscal

26 fev 2026 - 19h54
(atualizado às 20h49)
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A Axia ‌Energia (ex-Eletrobras) reportou nesta quinta-feira lucro líquido de R$13,7 bilhões no quarto trimestre, um salto ante os R$1,11 bilhão obtidos um ano antes, impulsionado pelo reconhecimento de R$12,36 bilhões em ativo fiscal diferido após mudanças nas estimativas da companhia para seus lucros tributáveis futuros.

Segundo a elétrica, a projeção atual ⁠de resultados tributáveis se alterou significativamente em relação a 2024 devido a ‌uma série de fatores, como a projeção de preços de energia e a redução do nível de alavancagem.

No caso dos preços de energia, a ‌Axia cita para a reavaliação "adoção de premissas ‌aderentes às condições atuais de perspectivas de mercado, que demonstram curva ⁠de evolução de preço em comparação às estimativas anteriormente utilizadas".

Os preços de energia no Brasil estão subindo desde o ano passado, refletindo tanto uma condição hidrológica menos favorável quanto transformações e mudanças setoriais, como a maior geração renovável intermitente na matriz e parâmetros de formação de preços mais avessos ‌a risco.

Já sobre a alavancagem financeira, a Axia destacou a melhora de ‌seu desempenho operacional, citando a ⁠diminuição gradual dos ⁠custos e despesas, aumento das receitas de transmissão, a desobrigação de investimentos na construção ⁠da usina nuclear de Angra 3, ‌entre outros.

Excluindo efeitos não ‌recorrentes, o lucro líquido ajustado da companhia elétrica somou R$1,25 bilhão, alta de 141% sobre o mesmo período de 2024, em meio a uma queda dos custos operacionais ("PMSO"), menor volume de provisões e menor ⁠despesa de IR/CS, que mais do que compensaram a menor contribuição da geração após a venda de térmicas.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) regulatório ajustado atingiu R$5,75 bilhões, avanço de 12,9% na comparação anual.

Em breve comentário sobre o ‌resultado trimestral, a Axia destacou "efeitos positivos" com a venda de energia, que melhoraram a margem de contribuição do setor de geração.

Em volume, a ⁠comercialização de energia pela companhia, considerando todos os mercados, somou 31,4 TWh no último trimestre de 2025, redução de 11,8% em relação aos 35,6 TWh de igual período do ano anterior.

Apesar disso, houve um aumento da margem de contribuição da energia comercializada no mercado livre e liquidada no mercado de curto prazo de energia, aos preços spot, que estão em alta no Brasil. Esse indicador avançou de R$78/MWh no quarto trimestre de 2024 para R$101/MWh no quarto trimestre de 2025, apontou a companhia.

A Axia, assim como a Copel, já havia comentado publicamente sobre sua estratégia de "segurar" vendas de energia em contratos com prazos mais longos, para poder aproveitar oportunidades de altas dos preços spot.

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