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Aumento nas encomendas à indústria dos EUA supera expectativas em julho

2 set 2026 - 11h42
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Resumo
As encomendas à indústria dos EUA subiram 0,9% em julho, superando a previsão de 0,6% e crescendo 6,5% na comparação anual. O resultado foi impulsionado pelo salto de 12,7% na demanda por aeronaves civis e pelo avanço da inteligência artificial no setor manufatureiro, mesmo diante de pressões nas cadeias de oferta e nos custos de insumos geradas por tensões geopolíticas. Já os pedidos de bens de capital básicos, indicador de investimentos empresariais futuros, ficaram estáveis no mês.

As novas encomendas ‌à indústria dos Estados Unidos aumentaram mais do que o esperado em julho, em meio a uma recuperação na demanda por aeronaves.

As encomendas subiram 0,9% após queda revisada ⁠de 0,2% em junho, informou nesta quarta-feira ‌o Census Bureau do Departamento de Comércio. Economistas consultados pela Reuters previam alta ‌de 0,6% após queda ‌de 0,3% em junho, conforme divulgado ⁠anteriormente.

As encomendas cresceram 6,5% em julho em relação ao mesmo mês do ano anterior. O setor manufatureiro, que representa 9,4% da economia, está recebendo um impulso do avanço ‌da inteligência artificial, embora a guerra de ‌seis meses entre ⁠os ⁠EUA e Israel contra o Irã esteja sobrecarregando as ⁠cadeias de ‌oferta e mantendo os ‌preços dos insumos elevados.

A recuperação das encomendas às fábricas em julho foi impulsionada por um aumento de 12,7% nos ⁠pedidos de aeronaves civis e peças. Os pedidos de carrocerias, peças e reboques de veículos motorizados subiram 0,4%, enquanto os de maquinário aumentaram ‌0,8%.

As encomendas de computadores e produtos eletrônicos caíram 1,1%, mas apresentaram alta de 14,3% ⁠em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os pedidos de equipamentos elétricos, eletrodomésticos e componentes caíram 0,3%.

O Census Bureau também informou que os pedidos de bens de capital não relacionados à defesa e excluindo aeronaves, considerados um indicador dos planos de gastos das empresas com equipamentos, permaneceram inalterados em julho, em vez de apresentarem alta de 0,2% conforme divulgado na semana passada.

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