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Atribuir custo de baterias aos geradores é injusto, diz vice-presidente da Neoenergia

26 ago 2026 - 16h01
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Resumo
Geradores de energia criticam a proposta da Aneel que atribui a eles os custos da contratação de baterias para o setor elétrico. A vice-presidente da Neoenergia, Solange Ribeiro, considerou a medida injusta, enquanto a Abraget alertou para o risco de judicialização do certame, que desvirtua a lei e penaliza usinas hídricas, térmicas e nucleares. Marcado para dezembro, o primeiro leilão de armazenamento do país teve adesão recorde, com mais de 296 GW de projetos cadastrados.

A determinação de ‌que os geradores de energia assumam os custos da contratação de baterias para o setor elétrico brasileiro é injusta e precisa ser resolvida antes do primeiro leilão para a tecnologia, avaliou a vice-presidente da Neoenergia, Solange Ribeiro, ⁠nesta quarta-feira.

"Acho que não (seria justo) ficar só com geradores... Tem ‌que se discutir isso", disse a executiva à Reuters após participar de evento do CEBDS.

Ela não quis ‌comentar sobre o potencial interesse da ‌companhia elétrica, controlada pelo grupo espanhol Iberdrola, em ⁠disputar o certame, previsto para dezembro.

A avaliação ocorre em meio à insatisfação dos geradores com a determinação, aprovada em lei no ano passado, e à indefinição sobre a base pagadora dos custos do leilão, marcado para dezembro deste ‌ano.

Na véspera, a área técnica da Agência Nacional de Energia ‌Elétrica (Aneel) divulgou análise ⁠recomendando que ⁠todos os geradores sejam envolvidos no rateio da contratação de baterias, incluindo ⁠na conta não só ‌os eólicos e solares, ‌mas também os hidrelétricos e termelétricos. A divisão dos custos seguiria um critério de flexibilidade operativa, as usinas mais flexíveis pagando menos.

A proposta dos técnicos da ⁠Aneel, que ainda será avaliada pela diretoria do regulador, foi criticada nesta quarta-feira pela Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas (Abraget).

Em nota, a entidade afirmou que essa proposta da Aneel desvirtua a diretriz ‌original da lei e "cria mais uma distorção inaceitável para o setor elétrico nacional, que pode gerar a judicialização do ⁠certame antes mesmo de sua realização".

"A insistência em avançar com esse modelo equivocado criará uma forte oposição de geradores hídricos, térmicos e nucleares ao leilão", afirmou a Abraget, apontando que alguns empreendimentos dessas fontes seriam "punidos severamente".

Marcado para dezembro, o primeiro leilão do Brasil para contratação de sistemas de armazenamento de energia recebeu cadastramento recorde de mais de 296 gigawatts (GW) de projetos. Os empreendimentos ainda passarão por análise e habilitação técnica para poder efetivamente participar do leilão.

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