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Atividade industrial na China volta a crescer impulsionada pelo boom global da IA

30 jun 2026 - 07h09
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A atividade industrial da ‌China voltou a crescer em junho, impulsionada pela demanda por chips, computadores e outros produtos relacionados à IA, uma vez que os pedidos de exportação e a antecipação de remessas para os Estados Unidos a fim de se antecipar às tarifas compensaram a fraqueza em outros setores da ⁠economia.

Os dados sugerem que o investimento global em IA está servindo como ‌um importante amortecedor para os fabricantes na economia chinesa, mesmo com os problemas decorrentes do conflito no Oriente Médio e a prolongada crise ‌no setor imobiliário ainda pesando sobre o crescimento ‌geral.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) oficial do setor industrial ⁠subiu para 50,3 em junho, ante 50,0 em maio, de acordo com a pesquisa do Departamento Nacional de Estatísticas. O resultado superou a previsão de 50,0 em uma pesquisa da Reuters.

"As exportações para atender à demanda internacional por chips e outros produtos relacionados à IA, bem como a ‌antecipação de pedidos para se preparar para as novas tarifas da Seção ‌301 dos EUA, previstas para ⁠o final de ⁠julho, e a melhora na demanda interna devido aos custos mais baixos no ⁠setor de insumos sustentaram essa melhora", ‌disse Dan Wang, diretora da ‌consultoria Eurasia Group na China.

O número de projetos de infraestrutura doméstica também registrou um ligeiro aumento no último mês, acrescentou ela.

Varejistas dos EUA anteciparam os pedidos à China em quatro a seis semanas ⁠para garantir seus estoques para as vendas da Black Friday e do Natal antes dos aumentos previstos nas tarifas ainda este ano, disseram executivos do setor de transporte.

O subíndice de novos pedidos de exportação voltou a apresentar expansão em junho, subindo ‌de 48,6 para 50,1, enquanto os indicadores de produção e de novos pedidos gerais avançaram ligeiramente para 51,4 e 51,2, respectivamente, em comparação ⁠com 51,2 e 49,9.

Os preços na porta da fábrica, no entanto, caíram de 51,9 em maio para 48,2, após cinco meses de expansão, com o emprego também continuando a apresentar tendência de queda.

"A força das exportações deve continuar, impulsionada pela demanda global por investimentos em IA", disse Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit. "Em segundo lugar, haverá mais afrouxamento."

"Por exemplo, os gastos fiscais ficaram aquém das previsões orçamentárias e devem acelerar nos próximos meses. Também há espaço para afrouxamento monetário", acrescentou ele.

O PMI do setor não manufatureiro, que inclui serviços e construção, melhorou para 50,2, contra 50,1 em maio, enquanto o PMI composto ficou em 50,6, em comparação com 50,5 no mês anterior.

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