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Artesanato reciclado atrai turistas no São João de Caruaru

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Quem vai a Caruaru (PE) participar das Festas Juninas logo descobre que a cidade tem mais a oferecer do que apenas fogueiras, forró e rojões. Uma dessas atrações é o Alto do Moura, bairro localizado a 7 km do centro de Caruaru que reúne tantos ateliês de artesanato que foi considerado o maior centro de artes figurativas das Américas pela Unesco. Foi ali que surgiu uma iniciativa criativa e ecologicamente correta que está atraindo a atenção de muitos turistas: a produção de peças de artesanato reciclando as sobras descartadas pela indústria têxtil da região.

Caruaru e os municípios vizinhos de Santa Cruz do Capibaribe e Toritama formam o segundo maior polo têxtil do país, e um grupo de artesãs do Alto do Moura está aproveitando pedaços de jeans que seriam jogados no lixo para produzir peças vendidas no próprio bairro. O projeto, chamado de Mulheres de Argila, conta com o apoio do Sebrae.

Como o próprio nome diz, são as mulheres que estão à frente da iniciativa. A coordenadora, Gilvaneide Silva, explica que, mensalmente, quatro toneladas de resíduos da indústria têxtil são aproveitados na produção do artesanato. “Atualmente, conseguimos produzir 54 peças diferentes, utilizando retalhos de jeans e valorizando o trabalho das artesãs do bairro”, explica.

As tiras de jeans são unidas, formando pedaços maiores, que são utilizadas na produção de bolsas, pastas para notebook, capas para almofada e lixeiras para automóvel, entre outros itens. As peças, que têm feito sucesso entre os turistas que passam pelo local nesse período junino, são produzidas por pessoas como Maria Nascimento, de 40 anos. Atualmente ela vive no Centro de Recuperação Rosa de Saron, uma casa de recuperação para dependentes químicos com sede no Alto do Moura. “Esse projeto nos ajuda a recuperar a autoestima, pois nos dá a oportunidade de mostrar o nosso talento”, afirma Maria.

As peças feitas com tiras de jeans, no entanto, são só uma parte do artesanato produzido no Alto do Moura. Na verdade, a fama do bairro é antiga e remete ao início do século 20, quando um artesão chamado Vitalino Pereira dos Santos – o Mestre Vitalino – se estabeleceu na região e começou a produzir miniaturas de barro que se tornaram uma marca registrada da cultura pernambucana e do Nordeste em geral. Ao longo do tempo, outros artistas deram continuidade ao trabalho de Mestre Vitalino, dando fama internacional ao Alto do Moura

Para valorizar o trabalho das artesãs que marcaram a história do bairro, cada uma das coleções lançadas pelo Mulheres de Argila leva o nome de uma artista. Até agora foram duas: a primeira, de 2011, homenageou Sá Valdivina; já a de 2012 foi batizada de Dona Celestina. Cada coleção faz referência às miniaturas de barro produzidas pelas artesãs homenageadas.

Fonte: PrimaPagina
Fonte: Terra
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