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Artesã viraliza e atrai vendas após compartilhar crítica de cliente sobre preço de boneco de crochê

Leticia Cristiane Franskoviak fechou 30 encomendas após publicação em que desabafa sobre crítica de cliente viralizar no X e alcançar mais de 1 milhão de visualizações

18 set 2025 - 17h26
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A artesã Leticia Cristiane Franskoviak, de 19 anos, viralizou nas redes sociais após compartilhar um desabafo sobre a crítica de um cliente em relação ao valor cobrado por um boneco de crochê. O que ela não esperava era que a repercussão da história resultasse em dezenas de vendas.

A jovem produz amigurumis - personagens de crochê feitos por meio de uma técnica japonesa, que costumam ter traços fofos e delicados e são muito populares na Ásia. Ela aprendeu a crochetar há três anos, com tutoriais no YouTube, e, em abril deste ano, decidiu abrir uma loja para vender as peças.

Leticia compartilhou em seu perfil no X (antigo Twitter) uma mensagem que recebeu de uma pessoa interessada em encomendar um produto, no último domingo, 14. O cliente perguntou qual seria o valor de um boneco de 20 centímetros inspirado no personagem do mangá Demon Slayer, Tanjiro Kamado.

A artesã cobrou R$ 200, já que a peça exigiria diversos detalhes, e ofereceu a opção de produzir um item menor, de cerca de 15 centímetros, por R$ 160. "Nossa, mas é só linha, né? Não devia custar tudo isso", respondeu o cliente. "Achei que artesanato fosse mais barato, já que não é de marca."

Cada peça leva de 8 a 12 horas para ser produzida, mas Leticia explica que não consegue crochetar por muitas horas seguidas, já que a prática causa dores nos pulsos. Em média, ela leva três dias para finalizar o produto.

"As linhas custam de R$ 16 a R$ 25, mas em um projeto se utiliza bem mais de um novelo", conta a jovem.

Ao compartilhar a mensagem, Leticia desabafou: "Às vezes, (não) custa nada só falar 'não quero, obrigada!'." A publicação viralizou e já ultrapassa 1,5 milhão de visualizações, com mais de 1 mil comentários - a maioria de apoio e incentivo à artesã.

A jovem conta que, desde então, ganhou mais de 1 mil seguidores e recebeu mais de 100 mensagens no Instagram, no WhatsApp e no X. Devido ao tempo necessário para confeccionar os itens, ela aceitou apenas 30 encomendas, mas afirma que alguns clientes disseram que voltarão a procurá-la para adquirir as peças.

"Os pedidos que recebi depois que o post viralizou acabaram me ajudando bastante a continuar com a loja", conta.

Estadão
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