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Apple prevê forte crescimento nas vendas com recuperação da demanda pelo iPhone na Ásia

30 jan 2026 - 06h23
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A Apple anunciou na quinta-feira uma previsão de crescimento da receita acima do esperado, de até 16% para o trimestre encerrado em março, impulsionado pela forte demanda por seus iPhones, uma forte recuperação na China e uma aceleração da demanda na Índia.

O anúncio ocorreu após os resultados ‌do trimestre que incorpora as festas de fim de ano também terem superado as estimativas, com o presidente-executivo Tim Cook afirmando à ‌Reuters que a demanda pelos aparelhos mais recentes era "impressionante".

A linha iPhone 17 ajudou a impulsionar as vendas nos principais mercados no primeiro trimestre fiscal da empresa, encerrado em 27 de dezembro, aliviando as preocupações dos investidores com uma estabilização nas vendas de hardware.

A Apple espera que a receita do segundo trimestre fiscal cresça entre 13% e 16%, contra um aumento de 10% previsto pelos analistas, ‍de acordo com a LSEG. A empresa também previu despesas operacionais entre US$18,4 bilhões e US$18,7 bilhões, um pouco acima dos gastos do primeiro trimestre.

A previsão de receita, no entanto, leva em consideração algumas restrições no fornecimento de processadores que estão afetando a produção do iPhone, disse Cook aos analistas em uma teleconferência. A TSMC de Taiwan fabrica os chips ‌da Apple.

"Estamos enfrentando restrições no momento. E, neste ponto, é difícil prever quando a oferta e ‌a demanda se equilibrarão", disse ele, acrescentando: "Estamos observando menos flexibilidade na cadeia de suprimentos do que o normal, em parte devido ao aumento da demanda que acabei de mencionar".

Antes da teleconferência, Cook disse à Reuters em uma entrevista: "A demanda pelo iPhone foi simplesmente impressionante, com um crescimento de 23% na receita em relação ao ano anterior, alcançando o maior trimestre da história". Ele disse na teleconferência que a empresa ganhou participação de mercado em dezembro.

CRISE DE CHIPS DE MEMÓRIA PRESSIONA MARGENS DO SEGUNDO TRIMESTRE

A Apple previu uma margem bruta de 48% a 49% no segundo trimestre. No primeiro trimestre, registrou uma margem bruta de 48,2%, acima de sua própria previsão e das expectativas dos analistas de 47,45%, de acordo com dados da LSEG. O resultado sugere que o aumento dos custos dos chips de memória DRAM e de commodities como o ouro ainda não se refletiu nos resultados da Apple.

Cook disse que a crise dos chips de memória teria "um impacto um pouco maior" na margem bruta do segundo trimestre. "Além do segundo trimestre... continuamos a ver os preços de mercado da memória aumentando significativamente. Como sempre, analisaremos uma série de opções para lidar com isso."

Uma escassez global de chips de memória começou a afetar a indústria de eletrônicos de consumo. A situação foi agravada por uma mudança brusca nas prioridades de produção em direção à inteligência artificial, onde memórias avançadas e ‌de alta largura de banda usadas em centros de dados geram margens muito mais altas.

A receita do iPhone subiu para US$85,27 bilhões no primeiro trimestre fiscal, bem acima dos US$78,65 bilhões esperados pelos analistas. A Apple disse que as vendas do iPhone bateram recordes em todos os segmentos geográficos, destacando a demanda generalizada, apesar da incerteza macroeconômica.

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