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Após 11 quedas seguidas, Ibovespa avança mais de 2% com ajuda de blue chips

19 ago 2026 - 10h29
(atualizado às 11h33)
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O sinal positivo prevalecia na ‌bolsa paulista nesta quarta-feira, com o Ibovespa orbitando os 170 mil pontos, em movimento endossado por blue chips e o cenário externo, a caminho de encerrar uma sequência de 11 fechamentos negativos. 

Por volta de 10h55, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 2,32%, a 170.193,07 pontos. O volume financeiro somava R$5,12 bilhões. 

A recuperação ocorre após o Ibovespa acumular ⁠uma queda de 6,55% nos últimos 11 pregões, quando registrou a maior série de perdas ‌diárias consecutivas desde 2023.

O declínio recente tem como pano de fundo a saída de capital externo, bem como incertezas em torno do cenário eleitoral e as expectativas para ‌os juros, além das incertezas no cenário geopolítico.

Até a última ‌sexta-feira, o fluxo de estrangeiros em agosto estava negativo em R$18,1 bilhões. 

De acordo ⁠com o analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, o mercado continua dividido entre a desaceleração da atividade, que favorece novos cortes da Selic, e o aumento do prêmio de risco provocado pelo cenário fiscal e eleitoral.

No exterior, o norte-americano S&P 500 subia 0,39%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos recuava a 4,6506%, ‌de 4,706% na véspera.

Investidores aguardam a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve. ‌Naquele encontro, no final de ⁠julho, o banco ⁠central norte-americano manteve a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%. 

DESTAQUES

• VALE ON avançava 2,8%, ⁠em linha com o setor no exterior, endossada ‌pela alta dos futuros do ‌minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian fechou o pregão com alta de 0,78%, a 712 iuanes (US$105,68) por tonelada. No setor, CSN MINERAÇÃO ON subia 3,29%.

• BANCO DO BRASIL ON era negociada em alta ⁠de 2,58%, em sessão mais positiva para o setor como um todo, que vem sendo pressionado por preocupações com o cenário de crédito no país. ITAÚ UNIBANCO PN registrava elevação de 2,02% e BRADESCO PN subia 1,74%. Na contramão, SANTANDER BRASIL UNIT perdia 1,54%, entre as poucas quedas do Ibovespa no ‌dia.

• PETROBRAS PN valorizava-se 3%, no quinto pregão seguido de alta, endossada pela recuperação generalizada na B3, tendo como pano de fundo ainda o sinal positivo nos preços do ⁠petróleo no exterior. Na última sexta-feira, a Petrobras também informou que realizou uma descoberta de hidrocarbonetos em poço exploratório na Bacia da Foz do Rio Amazonas.

• BRASKEM PNA subia 6,15%, em pregão de recuperação, após acumular até a véspera um declínio de 15,6% em agosto. Com a reestruturação da joint venture no México em andamento, a petroquímica está voltando ainda mais atenção para suas operações domésticas, discutindo uma reestruturação no Brasil, informou uma fonte à Reuters.

• HAPVIDA ON recuava 0,88%, retomando a tendência negativa após experimentar uma trégua nas vendas na terça-feira.  Em agosto, o papel já acumula um tombo de mais de 40%, determinado principalmente pela recepção negativa do resultado do grupo de saúde no segundo trimestre, que além de queda no lucro e no Ebitda, mostrou reaceleração dos novos depósitos judiciais.

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