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Ano de 2026 será desafiador para meta fiscal, admite Tebet

Ministra reforçou que, sem revisão de gastos, haverá estrangulamento de investimentos e custeio por conta da alta das despesas obrigatórias

8 jul 2025 - 16h36
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BRASÍLIA - A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta terça-feira, 8, que 2026 será um ano desafiador para as contas públicas, mas que haverá um compromisso do governo para seguir o arcabouço e manter a meta fiscal.

"O ano de 2026 vai ser um ano desafiador. Temos uma meta de resultado primário (saldo entre eceitas e despesas, sem contar os juros da dívida) que, diria, possível e factível - e ela é -, mas desafiadora. Temos como centro da meta um superávit primário de 0,25% do PIB", afirmou.

'Não queremos nem podemos pagar para quem não precisa ou não está nas regras', diz Tebet sobre BPC
'Não queremos nem podemos pagar para quem não precisa ou não está nas regras', diz Tebet sobre BPC
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil / Estadão

Tebet disse que a equipe econômica está focada em cumprir a meta fiscal. "Temos compromisso com o arcabouço fiscal. Nossa equipe está 24 horas por dia focada em manter a meta fiscal", disse.

As declarações foram feitas em audiência da Comissão Mista de Orçamento (CMO), para discutir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026.

Revisão de gastos

A ministra afirmou que algumas despesas terão de passar por "revisão de gastos". Ela reforçou que haverá um estrangulamento de despesas discricionárias (como investimentos e custeio) por conta da alta dos gastos obrigatórios.

"Há um desafio muito grande pela frente. As despesas discricionárias vão ser estranguladas pelo aumento das despesas obrigatórias", declarou.

A ministra afirmou que o governo debaterá com o Congresso algumas das despesas, mas será necessária também uma revisão.

"Algumas delas têm soluções, e vamos debater com o Congresso Nacional. Outras, que só conseguiremos fazer com algumas medidas à luz de algumas medidas que teremos que fazer de revisão de gastos", falou.

Tebet afirmou que "há uma série de questões que precisam ser resolvidas", como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) - pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

"Na Previdência, temos mais de 20 milhões. No BPC, temos 6 milhões de beneficiários. Quando abrimos os números, quase metade do BPC é pessoa com deficiência. A outra, quase que a outra metade é por idade", declarou.

A ministra afirmou ainda que "há todo um estudo" sobre a concessão do benefício, incluindo sobre concessão indevida.

"Temos visto um crescimento muito grande de pessoas com deficiência tendo direito ao BPC em decisão judicial. Este é um governo que não aceita tirar direito de ninguém, só não queremos nem podemos pagar para quem não precisa ou não está nas regras", falou.

Estadão
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