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ANA ampliará vazão de Xingó se houver risco de contaminação do São Francisco por petróleo

11 out 2019 - 19h01
(atualizado às 19h49)
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A vazão da hidrelétrica de Xingó, entre Alagoas e Sergipe, será ampliada de 800 m³/s para 1300 m³/s caso análise do Ibama identifique risco de contaminação da água do rio São Francisco por manchas de petróleo que têm se espalhado Nordeste há mais de um mês, informou nesta sexta-feira a Agência Nacional de Águas (ANA).

Manchas de petróleo na praia de Viral, em Aracaju, Sergipe 
11/10/2019
REUTERS/Adriano Machado
Manchas de petróleo na praia de Viral, em Aracaju, Sergipe 11/10/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Se a medida preventiva for necessária, as águas que passam por Xingó --que opera no regime "a fio d'água", sem reservatório-- levarão cerca de 50 horas para chegar à foz do São Francisco, localizada a 179 km da hidrelétrica, disse a ANA.

O aumento da vazão exigiria a liberação de água pela barragem da hidrelétrica de Sobradinho (BA), a maior na calha do "Velho Chico". O volume útil do reservatório da usina, hoje com 34,47% de sua capacidade, somente poderá ser reduzido em 1 ponto percentual.

"Caso seja necessário, o aumento da vazão em Xingó causará um incremento na geração hidrelétrica na bacia hidrográfica do rio São Francisco sem comprometer a segurança hídrica na região", afirmou a agência, acrescentando que a medida teria duração limitada, sem detalhar.

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