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AGU aponta 12 associações investigadas como 'núcleo de fraudes' no INSS: 'Foi montada uma quadrilha'

Órgão solicitou à Justiça Federal bloqueio de R$ 2,56 bilhões em bens de entidades investigadas; mais de 1,6 milhão de aposentados já solicitaram reembolso de descontos indevidos

21 mai 2025 - 10h59
(atualizado em 21/5/2025 às 12h06)
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O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que há 12 entidades associativas bloqueadas como o "núcleo da fraude" do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sendo que algumas foram responsáveis pelo pagamento de propina e outras atuaram como empresas fantasmas.

"Foi montada uma quadrilha no INSS nos últimos anos", disse advogado-geral da União em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da TV Brasil, nesta terça-feira, 20.

Até o momento, a AGU solicitou à Justiça Federal o bloqueio de R$ 2,56 bilhões em bens destas 12 associações, além de outros 14 envolvidos, entre empresas e dirigentes, pelos descontos indevidos na folha de benefícios dos previdenciários.

Segundo Messias, dos seis servidores públicos investigados pela AGU, quatro são do INSS e dois da Procuradoria-Geral da República
Segundo Messias, dos seis servidores públicos investigados pela AGU, quatro são do INSS e dois da Procuradoria-Geral da República
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Pelos canais oficiais do INSS já foram contestadas 41 entidades, número superior às investigadas.

Segundo Messias, todas as empresas apontadas pelos aposentados e pensionistas serão convocadas a apresentar documentos que justifiquem as deduções automáticas.

Ele também reforçou que, dos seis servidores públicos investigados pela AGU, quatro são do INSS e dois da Procuradoria-Geral Federal da AGU. Além da apreensão dos bens e de terem que responder judicialmente, os envolvidos serão destituídos dos cargos, de acordo com Messias. "Servidores públicos envolvidos nas fraudes do INSS perderão o cargo", disse Messias.

O órgão agora aguarda a aprovação da retenção dos passaportes dos agentes públicos envolvidos. O processo de improbidade administrativa deve ser concluído em 30 dias, segundo o governo federal.

Para Jorge Messias, a dificuldade em recuperar o dinheiro desviado está na ocultação do patrimônio, facilitado pelas tecnologias atuais, como as criptomoedas, mas promete o ressarcimento integral para os beneficiários do INSS. A AGU ainda investiga páginas na internet que aplicam golpes, prometendo o reembolso dos descontos indevidos.

O advogado-geral da União ainda responsabilizou o governo Bolsonaro pelo atraso nas investigações.

A AGU atua no enfrentamento às fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS em três frentes: responsabilização civil das entidades fraudadoras, criação de um grupo especial de criação de estratégias para o ressarcimento e investigação da conduta dos agentes públicos.

Segundo Messias, 400 novos servidores da organização, aprovados pelo Concurso Nacional Unificado, devem somar nas investigações. Até o último levantamento do INSS, mais de 1,6 milhão de aposentados solicitaram o reembolso dos descontos indevidos pelos canais oficiais — site ou aplicativo "Meu INSS" e telefone 135.

Estadão
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