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Fávaro conversa com CEO do Fundo Mubadala sobre investimentos no agro brasileiro

Na reunião foi apresentado ao ministro o projeto biocombustível de macaúba que prevê produção de biodiesel a partir de uma cultura agrícola nativa brasileira

30 mar 2024 - 15h00
(atualizado às 15h03)
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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, reuniu-se nesta quinta-feira (28) com o CEO do Fundo Mubadala no Brasil, Ricardo Paes, para conhecer os projetos do fundo de investimento destinado para as áreas agrícola e industrial no país.

Fávaro se reúne com CEO do Fundo Mubadala para dialogar sobre investimentos no Brasil
Fávaro se reúne com CEO do Fundo Mubadala para dialogar sobre investimentos no Brasil
Foto: Mapa/govbr / Perfil Brasil

Na ocasião, Paes contou um pouco da história do Mubadala, que é um fundo soberano de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, que tem investimentos no Brasil que vão desde refinarias, academia, fast food, até uma linha de metrô.

Relacionado a agricultura, Paes apresentou ao ministro Fávaro o projeto biocombustível de macaúba que está em desenvolvimento. O plano envolve plantação da palmeira macaúba em 200 mil hectares de áreas degradadas em dez anos e biorrefinaria na Bahia para produção de diesel verde.

A expectativa é que todo o projeto gere 80 mil empregos e cerca de 1 bilhão de litros de óleo por ano para transformação em biodiesel, o que vai reduzir em até 80% as emissões de CO2.

"Um detalhe do projeto é que aproximadamente 20% a 25% desses 200 mil hectares serão desenvolvidos por pequenos agricultores de até 100 hectares", relatou o CEO Ricardo Paes.

Alinhado a proposta do projeto do Fundo, Fávaro apresentou o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD) que está sendo executado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A meta do programa é recuperar e converter até 40 milhões de hectares de pastagens em áreas agricultáveis em até 10 anos.

"Além de ser uma prática sustentável, o Programa também prevê a adoção de medidas que contribuam com a segurança alimentar e climática do planeta", mencionou o ministro. "No final das contas, tanto o projeto de macaúba quanto nosso programa de conversão de pastagens degradadas refletem em investimentos na agricultura brasileira e na diminuição da emissão de gás carbônico (CO2)", disse.

Também participaram da reunião o vice-presidente da Acelen, Marcely Lyra; o CEO da BPP Advogados, Evaristo Pinheiro; e o sócio da BMJ Consultoria, Victor Figueiredo.

Perfil Brasil
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